sexta-feira, 3 de maio de 2013

Partido de Marina conquista mais da metade do apoio necessário para registro




A mobilização pela criação do partido da ex-senadora Marina Silva, a Rede Sustentabilidade, já coletou 263.515 assinaturas das cerca de 500 mil necessárias para a oficialização da sigla, de acordo com balanço final do mês de abril.

O número é maior que a estimativa anunciada pela ex-senadora na última terça-feira (30), mas continua aquém da meta da Rede, que era a de atingir 300 mil assinaturas até o final do mês passado.

Membro da Executiva provisória, o deputado federal Walter Feldman (PSDB-SP) diz que o grupo estabaleceu a meta sabendo que ela era "ousada".

Para sair do papel a tempo de Marina concorrer à Presidência em 2014, dirigentes da Rede estabeleceram o dia 15 de junho como prazo para atingir o total de assinaturas coletadas.

Nem todas as 263 mil assinaturas, no entanto, devem ser validadas na Justiça Eleitoral --segundo a própria direção da Rede, outros partidos em formação tiveram cerca de 30% das assinaturas invalidadas no processo de registro, por problemas como títulos de eleitor cancelados ou assinaturas que não conferiam com o regristro do tribunal.

Fora do cronograma, a Rede passou a pedir ajuda a dirigentes de siglas simpáticas à candidatura de Marina para a coleta de apoio.

Feldman afirma que deputados de pelo menos três partidos simpáticos à causa de Marina já estão mobilizando suas equipes regionais.

Entre os solidários estão o PPS, que está em processo de fusão com o PMN, o PSDB e o PSB. Todos têm interesse na candidatura da ex-senadora. Consideram que sua entrada na disputa eleitoral do ano que vem favorece um segundo turno contra a presidente Dilma Rousseff, que disputará a reeleição.

Em comunicado no site do movimento, a Rede comemora o fato de ter conseguido dobrar o número de assinaturas coletadas em 20 dias --a contagem anterior registrava 128 mil apoios.

"O balanço de abril revelou um resultado excelente, mas também nos trouxe muitos aprendizados. Em maio, devemos ampliar nossa presença nas universidades, com a realização de debates, e em outros pontos estratégicos", afirma Marcela Moraes, coordenadora de organização da Rede, no comunicado.

Fonte: Folha de S. Paulo

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