quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Assaltado no Caminho das Árvores, Aleluia culpa governo por insegurança: ‘Falta estrutura’



O secretário municipal de Urbanismo e Transporte de Salvador, José Carlos Aleluia, responsabilizou, nesta quinta-feira (12), o governo do Estado pelo assalto que sofreu nesta quarta (11), no bairro do Caminho das Árvores. De acordo com ele, a gestão liderada por Jaques Wagner não tem arcado com as responsabilidades que lhe são conferidas. “O Estado não está dando segurança às pessoas, não tem dado a atenção devida à proteção da população. Isso não pode ser normal”, reclamou. Em entrevista, o líder da pasta contou que, após apontarem uma arma para seu rosto, os suspeitos levaram celulares, dinheiro e um carro alugado pela prefeitura. “Estou abalado. O pior é saber que esses que me roubaram, vão voltar a atuar pelas ruas porque a polícia não tem estrutura para detê-los. É só ir em uma delegacia para ver que todos estão trabalhando desmotivados”, opinou. 

Bahia Notícias 

A máquina da propaganda contra a verdade dos fatos



A máquina de propaganda petista, como sempre, continua a apontar para todos os lados atirando disparates, verdades parciais, mitificações e ilusões.

Na última sexta-feira, por exemplo, a presidente Dilma Rousseff fez um pronunciamento no qual afirma que o Brasil está entre os países que mais cresce no mundo.

Usou apenas os dados do segundo trimestre. Faltou dizer que quando se leva em conta os números de um ano inteiro, o Brasil está entre os lanternas de seu continente, a América Latina, no critério desenvolvimento.

Mas a área social é a grande fábrica de mitificações do governo. Tentam, a todo custo, passar a ideia de que o Brasil era um País completamente indigente em 2003, mas com a criação do programa Bolsa Família e outras ações, praticamente superamos a maioria de nossos graves programas sociais. 

Há momentos em que nem vale mais discutir de onde surgiu a ideia de um programa nacional de transferência de renda. Mas, para tirarmos as dúvidas, basta procuramos na internet vídeos em que o ex-presidente Lula agradece ao governador de Goiás, Marconi Perillo, pela ideia de unir todos os programas sociais da era FH em um só, ou outro no qual Lula ataca a concessão de bolsas à população.

O mais importante nessas horas, é ir aos fatos, em geral inimigos da máquina de propaganda petista. A realidade mostra que o Brasil está muito longe de resolver o problema da miséria.

Para começar, com a valorização da moeda americana em 40% e como o critério utilizado para definir a linha de miséria e renda é de US$ 1,15 por dia, o governo teria que admitir que milhões voltaram para miséria (no mínimo 7,2 milhões de pessoas).

Se formos considerar também o IPCA, o número de pessoas que voltou à pobreza chega a 22 milhões.

Mas, então, para sair das rusgas políticas, por que não adotamos um consenso de introduzir como critério de miséria uma combinação de fatores como renda, saneamento, educação, índice de mortalidade infantil, de longevidade entre outros? O problema é que um índice de miséria mais completo iria mostrar uma série de fragilidades das ações governamentais.

Confiram mais alguns números: o censo do IBGE, de 2010, mostrou um Brasil que a renda per capita de 60,7% das famílias brasileiras é inferior a um salário mínimo por mês. O número de famílias nessas condições é de 34,7 milhões. Em 2000, o percentual era de 66%. Houve avanços sim, mas não tão formidáveis quanto se imaginava.

O analfabetismo em idade superior a 15 anos decresceu apenas 0,25 pontos percentuais por ano na última década, caindo de 13,6% para 9,6%. No Nordeste, o índice de pessoas que não sabem ler alcança 17,6%.

O IDHM brasileiro subiu 24,1% nos anos 90, que coincide predominantemente com a gestão do PSDB/DEM, e 18,8% na década, marcada pelo governo Lula.


A média de escolaridade no Brasil: 7,2 anos, é a mais baixa do continente sul-americano, junto com o Suriname.

O buraco industrial



O IBGE anunciou o novo número de ocupação na indústria brasileira: queda de 0,2% em julho.

No acumulado do ano, a queda é de 0,8% e nos últimos doze meses o resultado é de -1,2%.

Em comparação com julho do ano anterior a queda é de 0,8%, o 22o índice negativo consecutivo.

O impacto negativo ocorreu em 12 dos 14 locais pesquisados e em 12 de 18 setores da indústria. Entre os setores que tiveram alta estão fumo (6,8%), borracha e plástico (3,4%), alimentos e bebidas (1,8%), meios de transporte (1,5%), produtos químicos (1,4%), indústrias extrativistas (0,8%) e metalurgia básica (0,2%).

Mas salta aos olhos as quedas em alguns setores:
·      Calçados e couro (-5,5%)
·      Madeira (-5%)
·      Refino de petróleo e álcool (-4,8%)
·      Produtos de indústria de transformação: (-3,6%)
·      Produtos de metal (-3,5%)
·      Têxtil (-4%)

Nos últimos doze anos, a  queda na ocupação foi registrada principalmente no Nordeste (-4,3%), puxada por Pernambuco (-5,3%) e Bahia (-7,4%).

Em um ano, são expressivas as quedas em alguns setores como a indústria de calçados  (-5,5%), refino de petróleo e produção de álcool (-14,4%).

Os números de ocupação da indústria assim como da produção industrial caem há algum tempo. Ao mesmo tempo, os índices de consumo do país continuam em alta, apesar de leve desaceleração. De acordo com o IBGE, o volume de vendas no comércio subiu 5,5% nos últimos anos.

No Brasil o crescimento das vendas no comércio foi de 106% nos últimos dez anos, fruto da política aberta do governo do PT em estimular o consumo em detrimento da competitividade de nossa produção e da infraestrutura. 

O problema é que a nação começa a pagar o preço. Os números da  indústria mostram que nossos produtos, mesmo de qualidade, não conseguem mais fazer frente ao que vem de fora no momento de suprir a demanda do comércio.

E nem mesmo a desvalorização do Real parece compensar tantos impostos, tantas dificuldades para a venda, tanta burocracia. 

Esses números da indústria mostram que a decisão “estratégica” do governo de focar no consumo e esquecer outros setores da economia acabou por asfixiar o país. O resultado a longo prazo, sem correção de rumo, é que fiquemos sem poder consumir e produzir.