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sábado, 11 de maio de 2013

Aécio será eleito presidente do PSDB em convenção no próximo sábado




Pré-candidato à Presidência da República, o senador Aécio Neves (MG) será eleito presidente do PSDB em convenção marcada para acontecer no próximo sábado (18), em Brasília.

O partido espera leva 1.500 filiados para o ato que acontecerá no Centro de Eventos Brasil 21

A votação é secreta. O mandato é de dois anos, com possibilidade de reeleição.

O atual presidente do PSDB é o deputado Sérgio Guerra (PE), que foi um dos principais articuladores da indicação do senador mineiro para a direção da sigla.

Aécio não terá adversários na eleição porque, pelo estatuto do PSDB, as chapas precisam ser registradas até 12 dias antes da convenção.

Em caso de chapa única, é preciso de apenas 20% dos votos válidos para ser eleito.
Além do novo presidente da sigla, serão escolhidos 236 nomes para o diretório nacional, entre 177 titulares e 59 suplentes.

Para pode votar na convenção, a pessoa precisa estar filiada ao menos seis meses no partido.

Fonte: Folha de S. Paulo

terça-feira, 7 de maio de 2013

Aécio Neves, Folha de São Paulo: Um novo salto




A destinação exclusiva dos recursos da exploração do petróleo do pré-sal para a educação brasileira é um dos raros consensos em processo de construção no país.

A causa merece apoio suprapartidário e o aval da opinião pública para que o país resista à tentação de atender simultaneamente aos múltiplos deficits dos quais é portador, ou ao tradicional pragmatismo do Estado brasileiro.

Temos cerca de 1 milhão de crianças sem vaga na pré-escola e 3,6 milhões de crianças e jovens sem estudar, segundo a ONG Todos pela Educação. Nos anos iniciais do ensino fundamental, 35% dos alunos não conseguem concluir os estudos. No médio, são 49%. E grande parte dos que alcançam o fim dos ciclos o fazem precariamente, com baixo desempenho em matérias básicas.

A média de escolaridade no Brasil (Pnud), de 7,2 anos, permaneceu estagnada entre 2011 e 2013. O número é o menor, ao lado do Suriname, entre os países da América do Sul. Posição que foi contestada pelo MEC. Ainda assim, se prevalecesse outro dado, como quer o governo, pouco mudaria a realidade brasileira.

O desafio da educação não se resume ao aumento de recursos, embora eles sejam fundamentais. Há um longo itinerário a ser percorrido na revisão e na modernização dos currículos, qualidade de ensino, qualificação e salários dos professores, aperfeiçoamento dos sistemas de avaliação e convergência de esforços das três esferas de governo.

A lógica de determinar novas obrigações aos entes federados se esgota na realidade de Estados engolfados por dívidas impagáveis e na penúria dos municípios.

Não há, por outro lado, justificativa razoável para que a participação federal em educação represente apenas cerca de menos de um terço do total das despesas no setor, enquanto Estados e municípios arcam com a maior parte.

A verdade é que já poderíamos ter avançado mais. A recente e correta iniciativa federal de estimular um pacto para a alfabetização na idade certa vem com grande atraso.

Nos últimos dez anos, por exemplo, Minas Gerais foi o primeiro Estado brasileiro a universalizar o ensino fundamental de nove anos.

O investimento na qualidade da aprendizagem nos anos iniciais do ciclo básico já garantiu resultados: hoje 88% dos alunos de oito anos de idade matriculados na rede pública estadual já leem e escrevem corretamente. No Ideb, Minas ocupa o primeiro lugar nessas séries e foi o único a alcançar o índice 6, dos países desenvolvidos, apesar de ser o Estado com maior número de municípios e possuir grandes diferenças regionais.

A área de educação é mais um exemplo de que a transformação da realidade exige, além de recursos, gestão eficiente e compromisso com resultados.

Fonte: Folha de S. Paulo

Samuel Celestino, A Tarde: Ampla, geral e irrestrita




Dentre as entrevistas que o jornal A Tarde publicou até aqui, em página inteira, sempre nas segundas-feiras, envolvendo a sucessão na Bahia, de longe a que o ex-deputado federal e secretário municipal de Transportes e Urbanismo, José Carlos Aleluia, concedeu, publicada na edição de ontem, foi a mais clara e elucidativa. Outras também apresentaram informações valiosíssimas. O entrevistado não descarta sua candidatura ao governo, nem a afirma, por tudo depender das circunstâncias.

 Fala do excelente relacionamento entre o governador Jaques Wagner e o prefeito ACM Neto, da possibilidade de que uma candidatura de Otto Alencar possa acarretar uma aliança entre governo e oposição e citar Paulo Souto como “um nome que não pode ser descartado em hipótese nenhuma. Ele não mencionou que dispõe a sê-lo (candidato), mas ninguém se dispõe sem ter uma proposta.” E assegura: “Ele está no jogo.”

O secretário pontua a política sempre de forma inteligente. Considera que as oposições não vão lançar candidatura apenas para preencher o espaço com representante do contrário, ou do jogo de confronto. Em outras palavras, apenas para marcar posição. Entende ele que e a Bahia tem uma vinculação histórica com a política nacional e é necessário observar o que acontecerá nesse plano até porque não convém à oposição lançar candidato aqui, apenas para preencher um espaço. Aliás, isso aconteceu no passado, desde, praticamente, a fundação do PT quando o partido mantinha candidatos nas unidades federativas, apenas para constar ou para firmar a sua presença.

Para ele, “não se pode dissociar uma eleição local da nacional, assim como não se pode uma eleição da Bahia vinculada a de Salvador”. Isso significa que, embora Salvador seja o farol eleitoral do Estado, não dá para pensar uma eleição que possa sofrer a influência exclusiva da Capital. “Os problemas da Bahia são maiores, ou pelo menos diferentes das dificuldades enfrentadas por Salvador.” Cita a seca como um exemplo visível que atinge a Bahia, mas não a capital baiana. Aleluia fez diversos mandatos como deputado federal e, em todos ou quase todos, ficou entre as dez mais brilhantes cabeças da Câmara Federal.

Posteriormente, entendeu que cansara de Brasília e necessitava de uma nova experiência, mas não lhe foi dado (na época de ACM) instrumentos para ser candidato ao governo do Estado. Na segunda eleição de Wagner, candidatou-se ao Senado e perdeu. A Bahia experimentava uma nova realidade política com o PT no Poder. Nos últimos meses, basicamente após a eleição de ACM Neto, houve uma aproximação entre o governador e o prefeito, com decisões que irão favorecer Salvador. O campo político se tornou mais ameno, como deve ser, na medida em que os partidos podem estabelecer  adversidades, mas nada impede – e esse é o certo – que haja uma relação civilizadas entre eles.

O próprio Aleluia se refere desse modo ao ex-carlista Otto Alencar, vice-governador e secretário de Jaques Wagner. Na entrevista, explicita que “tem carinho” por Otto. “Fomos aliados, ele tem muitas qualidades”. Nesse ponto faz uma revelação importantíssima, que nada mais representa senão a união da Bahia, ao dizer que “ele é um candidato que até poderia facilitar alguma aliança.” Não me recordo, no jornalismo político, de uma aliança ampla entre governo e oposição. Havia, com hoje, os adesistas, é certo.

Em 1989, o então ex-ministro Antonio Carlos Magalhães chegou a sugerir, através de intermediários, uma aliança com seu arquiadversário Roberto Santos, numa composição na qual Santos ficaria como candidato ao governo e ele ao Senado. Roberto Santos descartou liminarmente. Antônio Carlos venceu a eleição para governado e realizou o seu terceiro mandato.

Retornando a Otto Alencar, Aleluia afirma que ele conversa muito “com nossos amigos, nossos aliados no interior” e diz que “não negar o passado para ele é uma ato de inteligência. O vice-governador não poderia negar o passado, pois foi tudo no passado”.

De maneira geral, a entrevista de José Carlos Aleluia tocou em todos os pontos que o repórter Biaggio Talento o inquiriu. Em todas as perguntas, não fez uma só acusação política a quem quer que seja e ampliou seus pontos de vista para alcançar as ideias que estão postas em relação às eleições governamentais do próximo ano. Disse que candidato a governador da oposição só após o Carnaval, portanto cumprindo o calendário sem a precipitação que ora observa. Não descarta uma aliança com Dilma Rousseff (o Democratas está com dificuldades para manter o relacionamento histórico com o PSDB) e afirmou que a candidatura de Geddel Vieira Lima não está descartada; que ele deu apoio à candidatura de ACM Neto e participa do governo municipal.

Assim, a entrevista do secretário Municipal dos Transpores foi a mais ampla e aberta dentre as que A TARDE até aqui realizou. Foi uma entrevista com um forte aspecto de anistia aos políticos baianos dos diversos segmentos, portanto “ampla, geral e irrestrita”.

Samuel Celestino, A Tarde

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Aécio diz ser contra indexação de salários e responsabiliza Dilma por inflação


Possível adversário de Dilma Rousseff na disputa eleitoral do ano que vem, o senador Aécio Neves (MG) afirmou ser contra a proposta de criar um mecanismo de indexação dos salários dos trabalhadores, mas criticou a gestão petista pela ideia voltar a ser discutida.

A proposta é uma das bandeiras da Força Sindical, comandada pelo deputado Paulinho (PDT-SP), que defende a realização de uma campanha para instituir reajustes trimestrais aos salários, atrelados à inflação.

"Esse tema volta à discussão exatamente porque o governo do PT vem perdendo o controle sobre a inflação. Várias propostas vão surgir, inclusive essa da Força. Não é a minha, eu não sou a favor da indexação", afirmou Aécio.

A medida foi defendida em artigo assinado por Paulinho publicado hoje na Folha, no qual ele diz que a inflação corrói o poder de compra e impõe sacrifícios às pessoas de menor renda.

Para Aécio, a solução seria uma política fiscal mais firme por parte do governo, que, segundo ele, apostou quase que integralmente no crescimento pela demanda, a partir da oferta de crédito.

"Respeito a posição da Força, mas, como disse aqui, não acho que a reindexação seja um instrumento de controle da inflação. O governo precisaria ter uma política fiscal mais firme do que a que está tendo e, ao longo dos últimos anos, o que assistimos foi uma flexibilização daqueles pilares macroeconômicos herdados do governo do Fernando Henrique, que eram as questões do câmbio flutuante, metas de inflação, superávit primário, com a grande maquiagem que o governo vem fazendo."

A proposta de Paulinho também foi descartada pelo ministro do Trabalho, Manoel Dias, que considera a indexação desnecessária.

"Não considero hoje necessário. Se for necessário, já tivemos. Mas por outro lado ele pode estimular a inflação. Tem que ser muito bem discutido", afirmou ao chegar ao 1º de Maio Unificado, evento organizado pela Força Sindical em parceria com outras centrais.

Ao lado do sindicalistas, Dias e Aécio participam da festa do "1º de Maio Unificado", promovido por quatro centrais sindicais na zona norte de São Paulo.

Fonte: Folha de S. Paulo

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Artigo do senador Aécio Neves: Quem te viu, quem te vê



Enquanto oposição, o PT se especializou na tática do "quanto pior melhor", exercitada à exaustão contra os governos que o antecederam.


É notável a contradição entre aquela postura intransigente --e tantas vezes injusta-- e o desapreço ao debate, com resistência à crítica e ao contraditório, depois que assumiu o poder. A esse traço somou-se um viés autoritário latente.


Quem, afinal, imaginaria o PT defendendo o controle da imprensa ou o casuísmo de uma revisão legislativa para impedir a formação de novos partidos e, assim, cassar adversários diretos da futura disputa presidencial?


Quem acreditaria no patrocínio da esdrúxula tentativa de subordinação do STF aos interesses da maioria governista no Congresso? Ou que veria nomes do partido apoiando a tese de limitação do poder investigativo do Ministério Público?


Faço essa reflexão motivado pelo significado dos 30 anos da emenda Dante de Oliveira, que buscava restabelecer as eleições diretas e a democracia no país. Resgatando na memória os momentos que se seguiram à enorme frustração da derrota, constata-se que, para o PT, os interesses do partido estiveram sempre à frente do Brasil e das causas dos brasileiros.


Para quem não se lembra, recusaram-se a apoiar Tancredo Neves no Colégio Eleitoral e expulsaram do partido os parlamentares que, tocados pelo sentimento nacional, votaram com suas consciências no único caminho imediato possível para derrotar o regime de exceção.


Depois, se colocaram contra a nova Constituição e levaram ao limite da deslealdade uma oposição ofensiva contra aquele que é hoje um dos mais prestigiados aliados do governo, o ex-presidente José Sarney.


Faltaram à convocação de Itamar Franco em um momento delicado da vida nacional, após o impeachment de Collor.


No período FHC, opuseram-se a tudo o que era importante ao país --o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, o tripé da política macroeconômica. Até os primeiros programas de transferência de renda foram criticados como esmolas para aliciar os mais pobres.


Vê-se hoje que o discurso do partido durante anos não refletia suas convicções. Afinal, ao terem a oportunidade de mudar o que combatiam, aliaram-se aos adversários de antes, mantiveram intacta a política econômica herdada, adensaram os programas sociais que criticavam e agora realizam as privatizações que antes denunciavam.


Quem não entende as contradições entre o PT de ontem e o de hoje busca a coerência do partido no lugar errado.


O PT faltou ao Brasil em vários momentos da nossa história. Tem defendido causas que não atendem aos interesses do país. Mas uma coisa é preciso reconhecer: o PT nunca faltou ao PT.

Fonte: Folha de S. Paulo



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Sozinhos, PSDB e DEM 'não têm chances' de vitória em 2014, diz Agripino



O presidente nacional do DEM, o senador potiguar José Agripino, acha que a oposição só terá chance de vitória em 2014 se ampliar a minguada coligação de partidos que hoje são contra a administração federal do PT. Mas o líder do Democratas não sabe ainda como fazer para atrair mais legendas além da sua própria, do PSDB e do PPS.

Em entrevista nesta terça-feira (4) ao "Poder e Política", projeto da Folha e do UOL, Agripino afirmou que a presença de Eduardo Campos (PSB) na corrida presidencial é importante para ajudar a oposição. O recado principal do dirigente do Democratas é que há ainda um caminho longo para viabilizar um nome competitivo na disputa de 2014, quando a presidente Dilma Rousseff deve disputar a reeleição.

Ao comentar as chances do principal postulante do PSDB para o Planalto, o senador Aécio Neves (MG), Agripino fez um comentário cético: "É um nome da melhor qualidade. Agora, o que é preciso não é ter candidato. É ter candidato para ganhar a eleição".

Aécio Neves não é para ganhar eleição? "Pode ser. Eu tenho a consciência que só as oposições unidas não têm chances na medida certa para começar uma campanha com perspectiva real de vitória neste momento", responde Agripino.

A atração de partidos do campo governista dependeria do grau de insatisfação dessas siglas com o tratamento que recebem do PT. O presidente do DEM diz manter contatos com PMDB, PSB e PP, todas legendas pró-Dilma. "Se existe diálogo, existe perspectiva de entendimento", afirma.

Mas tudo está no campo das conjecturas. "Fixar neste momento, em dezembro de 2012, que a perspectiva de aliança pode ser com A, com B e com C, seria até excesso de pretensão de minha parte", declara Agripino.

Numa política de boa vizinhança com o PMDB, o DEM vai apoiar os nomes dessa legenda para presidir as duas Casas do Congresso. A eleição é em 1º de fevereiro e os nomes peemedebistas são Henrique Alves (RN) na Câmara e Renan Calheiros (AL) no Senado.

A atitude do DEM visa a manter um bom relacionamento congressual com o PMDB, o maior partido do país. Ficar a postos para o caso de os peemedebistas se sentirem preteridos pelo PT dentro do governo Dilma.

O DEM encolheu ao longo da última década. Hoje, tem apenas 28 deputados e é apenas a 7ª maior bancada da Câmara. Agripino quer chegar a 40 deputados e a 6 senadores em 2014. Mas não cita nomes novos como puxadores de votos. Só políticos tradicionais da legenda, que estão sem mandato e voltarão às urnas daqui a dois anos, como Marco Maciel, Moroni Torgan, José Carlos Aleluia e Paulo Souto.

MATÉRIA COMPLETA: http://tinyurl.com/bjsardh