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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Assaltado no Caminho das Árvores, Aleluia culpa governo por insegurança: ‘Falta estrutura’



O secretário municipal de Urbanismo e Transporte de Salvador, José Carlos Aleluia, responsabilizou, nesta quinta-feira (12), o governo do Estado pelo assalto que sofreu nesta quarta (11), no bairro do Caminho das Árvores. De acordo com ele, a gestão liderada por Jaques Wagner não tem arcado com as responsabilidades que lhe são conferidas. “O Estado não está dando segurança às pessoas, não tem dado a atenção devida à proteção da população. Isso não pode ser normal”, reclamou. Em entrevista, o líder da pasta contou que, após apontarem uma arma para seu rosto, os suspeitos levaram celulares, dinheiro e um carro alugado pela prefeitura. “Estou abalado. O pior é saber que esses que me roubaram, vão voltar a atuar pelas ruas porque a polícia não tem estrutura para detê-los. É só ir em uma delegacia para ver que todos estão trabalhando desmotivados”, opinou. 

Bahia Notícias 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Heraldo Rocha pede a Wagner para descer do helicóptero



“Desça do helicóptero, Wagner, e tome pé da calamitosa situação em que se encontra a segurança pública em nossa outrora tranquila Bahia”, clama o vice-presidente estadual do Democratas, Heraldo Rocha. A banalização da criminalidade no estado indigna o ex-deputado estadual. “A morte brutal da servidora pública Selma Barbosa é mais um caso que consterna toda a sociedade baiana. Mesmo sem oferecer resistência aos assaltantes que roubaram seu carro, ela foi friamente assassinada. Com a impunidade vigente, os criminosos não têm mais limites na Bahia”, afirma Rocha. O dirigente democrata defende a tolerância zero com os bandidos, que estão transformando a Bahia num inferno. “É caixa eletrônico bombardeado, banco arrombado na marreta, invasão indiscriminada de residências, milhares de assassinatos mensais e o governo está comemorando estatística. Desça do helicóptero, Wagner!”.

Fonte: Política Livre

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Número de ataques a bancos já é 51% maior em relação a 2011



O assalto à agência do Banco do Brasil de Barra do Mendes (a 527 km de Salvador), praticado, nesta segunda-feira, 3, por cinco bandidos, foi mais um a incrementar a já robusta estatística de ataques a instituições bancárias do Estado este ano. Segundo o Sindicato dos Bancários da Bahia, o índice deste tipo de crime já é 51% superior ao verificado no ano de 2011.

Com o assalto em Barra do Mendes e a explosão de quatro caixas eletrônicos, também do BB, na madrugada de ontem  em Pindobaçu (a 398 km de Salvador), o sindicato  contabiliza 154 casos de ataque a bancos na Bahia este ano. Em 2011, ocorreram 110, com 14 tentativas frustradas. Este ano, foram 80 arrombamentos e explosões, 52 assaltos e 22 tentativas. O Banco do Brasil foi o mais visado, com 95 registros.

O ataque - Os cinco ladrões de ontem de manhã provocaram  pânico entre os moradores da pacata Barra do Mendes, na Chapada Diamantina. Como não é raro em ações do tipo, eles já chegaram dando tiros a esmo. Até o início da noite de ontem, policiais da região ainda não tinham pistas do bando. "Foram 20 minutos de terror", disse Hebert Campos, que teve a  casa e a sua loja atingidas por seis tiros, sendo que quatro atravessaram a parede do estabelecimento. "Eles deram tiros em todas as direções, com armamento pesado. Por muita sorte ninguém foi atingido", afirmou o morador.

Campos disse que os bandidos (com uniformes semelhantes aos  do Exército e encapuzados)  fizeram refém um  idoso e "ficaram andando com ele de um lado para o outro, na frente da agência, com uma arma  na cabeça". Para sair da cidade, levaram o gerente e um segurança da agência no capô de um Honda Civic e os liberaram a cerca de 2 km da cidade. Ali, abandonaram o carro e fugiram em um Fiat Strada.
Segundo uma moradora das imediações da agência assaltada, "no início, ouvi o barulho dos tiros e pensei que fossem foguetes. Quando percebemos o que era, muitas pessoas começaram  a passar mal, por causa do medo. Foi um caos", disse acrescentando que, por causa da comoção geral, as aulas foram suspensas. Ainda não há previsão de quando a agência, danificada pelos tiros, será reaberta à população. A quantia levada não foi divulgada pela gerência do banco.

Conforme o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Euclides Fagundes, "a frequência dos ataques, especialmente no interior, alarma a categoria e  deixa  consequências terríveis para a saúde não só dos bancários, mas também das suas famílias, que  têm sido alvo dos criminosos. Para muitos,  sobretudo  os   sequestrados, as sequelas  ficam o  resto da  vida. Esta situação não pode continuar", enfatizou o líder sindical.

Fagundes cobrou ações mais enérgicas do Estado na prevenção, identificação e penalização dos criminosos. E também das instituições bancárias,  pois "muitas negligenciam a questão da segurança, com agências sem portas giratórias e sem câmeras de segurança, que deveriam ser itens obrigatórios para que uma agência começar a funcionar".

Por sua vez, o coordenador-geral do Grupo Avançado de Repressão a Crimes contra Instituições Financeiras (Garcif), subordinado à Secretaria da Segurança Pública da Bahia, Daniel Pinheiro, disse que este ano mais de 60 pessoas foram presas sob acusação de envolvimento com este tipo de crime. "Só em setembro, desmantelamos quatro quadrilhas", disse.

Lei "benevolente" - Pinheiro acrescentou que este ano foram apreendidas mais de 40 armas e mais de 300 kg de explosivos. Mas classificou a legislação penal de "muito benevolente: prendemos, qualificamos e, mesmo quando o indivíduo é condenado, em pouco tempo volta a praticar os mesmos crimes porque não cumpre toda a pena. Por esta razão, dentro das estatísticas, é muito alto o número de reincidentes".

Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) contestou as afirmações do presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Euclides Fagundes, que atribuiu o crescimento dos ataques a instituições financeiras também à falta de segurança nas agências bancárias. Disse que são crescentes os investimentos em tecnologia de informação e que em 2011 atingiram R$ 18 bilhões, 27% mais que em 2009.

Estes investimentos, ainda segundo a entidade que representa nacionalmente os bancos, reduziram em 83% o número de assaltos. No ano 2000, foram 1.903; e,   em 2012,  beiram os 322 no Brasil. Outras medidas citadas pela nota são uso de cofres com dispositivo de tempo, redução de dinheiro em espécie nas agências e o estímulo a transações eletrônicas.

Fonte: A Tarde

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Grupo armado invade banco em Barra do Mendes, na Bahia



Crime ocorreu na manhã desta segunda-feira e assustou moradores. Esta é a 3ª ação contra bancos no estado em menos de uma semana.

Cerca de cinco pessoas armadas invadiram uma agência do Banco do Brasil na manhã desta segunda-feira (3), na cidade de Barra do Mendes, região da Chapada Diamantina, na Bahia, informou a polícia local. Ainda de acordo com informações preliminares da delegacia, o grupo chegou ao município em um veículo Honda Civic prata e trocou tiros com a equipe policial.

"Ouvi muitos tiros, fiquei com medo e fechei a padaria. Já teve assalto antes, mas com tiroteio foi a primeira vez", afirma Paulo de Souza, comerciante da cidade.

A polícia ainda não sabe se o grupo conseguiu levar alguma quantia da agência bancária. Uma equipe faz diligência na região em busca do grupo.

Esta é a terceira ação contra bancos na Bahia em menos de uma semana. Na madrugada desta segunda-feira, quatrocaixas eletrônicos do Banco do Brasil de Pindobaçu foram explodidos. A ação envolveu 10 homens fortemente armados.

Na madrugada de sexta-feira (30), uma agência bancária da cidade de Saúde foi alvo de assaltantes que estavam vestidos com farda da Polícia Militar. Segundo a polícia, o gerente foi feito refém e levado ao banco para fazer saques. Foi levado dinheiro do cofre e dos caixas eletrônicos da agência. A  quantia não foi informada pela polícia. 

Casos

Até quinta-feira (29), foram contabilizados ao menos 152 casos de ataques criminosos contra agências bancárias e caixas eletrônicos em toda a Bahia. O registro corresponde ao período entre os meses de janeiro e novembro deste ano, segundo dados divulgados pelo Sindicato dos Bancários do estado.

Entre as ocorrências estão explosões em caixas eletrônicos (34); assaltos (49) e arrombamentos (48). Somente no mês de novembro, foram contabilizados 20 crimes contra instituições financeiras fora de Salvador. Na capital baiana, foram registrados 29 casos até agora.

Fonte: G1 Bahia

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Agripino defende Fundo de Segurança Pública com recursos da União



A solução para as constantes greves das polícias militares (PMs) que assolam o país é a aprovação imediata do Fundo Nacional de Segurança Pública com recursos do governo federal. O alerta é do presidente nacional do Democratas, José Agripino (RN) . Em discurso na tribuna do Senado nesta segunda-feira (13), o senador lembrou que, em 2009, quando o país estava sob o comando do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-chefe do Executivo sancionou o piso salarial de R$ 4 mil para os militares do Distrito Federal – os únicos pagos pela União – e incitou os estados a lutarem pela mesma conquista.
“O ex-presidente Lula incitou essas greves que estão ocorrendo hoje. Ele entregou aos governadores um legado insuportável, a menos que se encontre um caminho como o de montar uma massa de recurso público vinda da União para dar aumento aos militares de todos estados”, disse Agripino. “Segurança é um problema seríssimo. É preciso fazer uma avaliação sobre o que está acontecendo porque este assunto de paralisação não está encerrado”, acrescentou o parlamentar.
A greve de doze dias dos policiais militares da Bahia – encerrada nesse final de semana – deixou mais de 150 mortes. A Força Nacional ainda está no estado. Já no Rio de Janeiro, os PMs discutem o início de uma paralisação por melhores salários. “Assim como botou a Força Nacional na Bahia, o governo tem a obrigação de sentar na mesa e discutir o Fundo Nacional de Segurança”.
José Agripino disse ainda ser imprescindível a aprovação da PEC 300, em tramitação no Congresso, que iguala os salários dos militares de todo o país. “O ex-presidente Lula incitou os congressistas a elaboraram a PEC 300, que agora é obrigação do governo”, destacou o presidente do Democratas. “Os policiais se sentem humilhados com tudo que aconteceu nesses dias. É preciso sentar ma mesa e discutir. Governo bom é aquele que consegue evitar greves, que são latentes e não estão encerradas, e cabe a nós cuidarmos antes que seja tarde”.
Fonte: Imprensa Democratas 

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Assembleia termina e PMs decidem encerrar greve na Bahia




Reunião ocorreu no fim da tarde deste sábado, após 12 dias de paralisação. Eles se reuniram no Sindicato dos Bancários, na capital baiana.


Em assembleia realizada no fim da tarde deste sábado (11), policiais militares decidiram encerrar a greve no estado, que já completava 12 dias. A desarticulação total do movimento acontece a cinco dias do carnaval de Salvador. O grupo que participou do encontro havia insistido na manutenção da greve mesmo após desocupação da Assembleia Legislativa e da convocação oficial do governo do estado para o retorno imediato ao trabalho.
Na saída da assembleia, manifestantes cantavam em coro "Ô, a PM voltou" e a maioria não quis conversar com a imprensa. Um deles disse que a "greve acabou pelo bem da sociedade". Segundo PMs, cerca de 300 pessoas participaram da reunião, entre policiais e familiares.
Clima ameno

Nesta manhã de sábado, baianos e turistas que circularam pelas ruas da capital encontraram  rotina normal nos serviços públicos e no comércio. O movimento nas praias é considerado normal. A Secretaria de Segurança Pública da Bahia divulgou balanço com registro de 12 homicídios na sexta-feira (10), em Salvador e região metropolitana. Entre a madrugada e a manhã deste sábado, ocorreram dois assassinatos.

Na assembleia realizada na noite de sexta-feira, os grevistas decidiram continuar a paralisação que completa hoje 12 dias. O governo convocou os grevistas a retornarem ao trabalho, sob pena de corte no ponto e processo administrativo. O comandante geral da Polícia Militar, coronel Alfredo Castro, declarou que, para para o comando, a greve já foi encerrada e 85% dos trabalhadores já assumiram seus postos. O governo do estadomanteve a proposta de 6,5% para os policiais.
Mesmo com parte da corporação insistindo em manter as atividades paralisadas, a rotina de moradores e turistas em Salvador volta à normalidade. O cenário nas ruas neste sábado é de movimentação intensa, comércio aberto e praias cheias, bem diferente do que ocorreu no final de semana passado. A volta ao clima de tranquilidade começou após a desocupação do prédio da Assembleia Legislativa, no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador, e com aprisão dos homens apontados como líderes do movimento. 
As lojas abriram normalmente na manhã deste sábado, na Avenida Sete, principal centro comercial de rua em Salvador. Viaturas da Polícia Militar e homens do Exército atuaram na segurança. No Centro Histórico, turistas circulavam tranquilamente e trabalhadores encerram os últimos reparos na estrutura do carnaval, que vai começar na quinta-feira (16). Na Liberdade, um dos bairros mais populosos de Salvador, o comércio abriu e foi mantida a grande movimentação das compras típicas dos sábados. A praia da Barra, um dos principais cartões-postais da capital, ficou lotada durante toda a manhã.
Movimento

Terminou no início da noite de sexta-feira a reunião realizada pela Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares (Aspra), na Bahia. Durante encontro, PMs decidiram que a greve continua. A reunião aconteceu na sede do Sindicato dos Bancários, no bairro dos Aflitos, em Salvador. Cerca de 300 homens participaram da assembleia. No início da noite, representantes saíram cantando que a greve da Bahia continua.

Já o coronel Alfredo Castro disse que, para o Comando da Polícia Militar, a greve já não existe mais. "Tudo tem começo, meio e fim. Na minha ótica, o fim da greve está decretado. Existe uma pequena minoria que resiste à convocação do comando da PM", disse em entrevista coletiva.
"O que está acontecendo agora, a partir de hoje [sexta], é que o comando está tomando como ausência ao serviço e vai abrir um processo administrativo para avaliar as punições", afirmou. Entre as punições anunciadas, haverá corte nos pontos, que não terá caráter retroativo aos dias de greve. As associações envolvidas no movimento ainda se pronunciaram. Nova assembleia está marcada para o fim da tarde desta sexta-feira.
A greve da PM começou no dia 31 de janeiro, após decisão de integrantes da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra). O presidente da entidade e ex-policial militar Marco Prisco foi preso na quinta-feira (9), durante desocupação do prédio da Assembleia Legislativa da Bahia.
Carnaval

Durante entrevista na sexta-feira, o coronel da PM Alfredo Castro disse que o planejamento de segurança para o carnaval, que começa na quinta-feira (16), está preparado.

"Estamos passando por um momento de transição, o Exército fica no reforço do policiamento até essa transição acabar. O planejamento para o carnaval está mantido. Esse plano é feito sempre após o carnaval do ano anterior. Teremos o reforço de cerca de 3.200 policiais militares de cidades do interior. Serão deslocadas tropas como o Choque e unidades especializadas, como a Caatinga. O policiamento está garantido", afirmou.
Fonte: G1


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

“Tá tranquilo” afirma esposa de Wagner sobre a greve da PM na Bahia




A primeira-dama da Bahia, Fátima Mendonça, se pronunciou pela primeira vez sobre a greve de parte do efetivo da Polícia Militar da Bahia (PMBA). Segundo Fátima, em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, no jornal Folha de S. Paulo, a situação está tranquila no Estado e as negociações são feitas de forma pacífica. "Existe tranquilidade nas ruas. Não tem essa pressão, não tem nada disso", declarou.

A mulher do governador Jaques Wagner também assegurou que, mesmo com a greve parcial da PM desde o dia 31 de janeiro, o Carnaval de Salvador, maior festa de rua do mundo, acontecerá de qualquer forma. "Não existe nenhuma possibilidade de a festa não ocorrer normalmente", disse.

Quando a colunista questionou a segurança da festa apresentando relatando que 120 pessoas haviam sido assassinadas em Salvador e Região Metropolitana nos primeiros dias de fevereiro, Fátima argumentou: "É. Mas tá tranquilo, o Carnaval continua. Moraes Moreira fez um show maravilhoso no sábado, não teve problema nenhum".

Ela também informou que deverá passar, junto com o governador, parte da folia em Salvador e a outra parte no Rio de Janeiro. "No domingo, estamos pensando em ir ao desfile da Portela, no Rio, que vai homenagear a Bahia, e ver também a Imperatriz, que homenageia o Jorge Amado".


Fonte: Correio da Bahia

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Policiais militares do interior da Bahia decidem encerrar a greve



Segundo a polícia, todo o efetivo da PM já voltou às ruas em Brumado, Guanambi, Macaúbas, Livramento de Nossa Senhora, Ibotirama, Poções e Campo Formoso.


Sete municípios do interior da Bahia decidiram encerrar a greve da Polícia Militar na manhã desta quinta-feira (9), segundo informações do comandante da 34ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) de Brumado, o major Arthur Mascarenhas. A decisão foi tomada por volta das 10h, e de acordo com o major, as viaturas da PM já voltaram a circular normalmente nas cidades.


"A greve foi encerrada nessas seis cidades por conta de uma deliberação do comando geral, que informou que o movimento teria acabado", afirma o Comandante. "Todo o efetivo da PM já voltou às ruas em Brumado, Guanambi, Macaúbas, Livramento de Nossa Senhora, Ibotirama e Poções".



"O comércio em Brumado está aberto e funcionando normalmente, assim como os bancos da cidade", tranquiliza o comandante da 34ª CIPM.



Além destes municípios, policiais militares de Campo Formoso voltaram a trabalhar normalmente nesta quinta-feira (9) e as viatuars já estão realizando rondas nas ruas.



Ainda de acordo com o major Mascarenhas, a PM dos municípios de Barreiras e Bom Jesus da Lapa devem decidir se continuam em greve durante a tarde desta quinta-feira (9).



Salvador



Em assembleia realizada no Sindicato dos Bancários, no Centro de Salvador, os policiais militares decidiram manter a greve da categoria, que chega ao 10ª dia nesta quinta-feira (9). A decisão foi tomada após a desocupação da Assembleia Legislativa da Bahia e prisão do líder do movimento grevista, Marco Prisco, na manhã de hoje.



Os PMs decidiram ainda que só vão encerrar o movimento depois que o Governo garantir o pagamento da Gratificação por atividade Policiail IV (GAP IV) em março deste ano e revogar as prisões que foram decretadas pela Justiça baiana para 12 policiais militares. 



Os grevistas decidiram ainda que uma nova assembleia acontecerá às 16 horas no sindicato dos bancários, nos Aflitos, caso o Governo não atenda aos pedidos feitos pela categoria.



Na manhã de hoje, foram presos Marco Prisco, líder do movimento e presidente da associação que deu início à greve, e o policial Antonio Paulo Angelino. Segundo o Exército, Prisco exigiu que ambos deixassem a Casa pelos fundos para que o acordo de desocupação fosse fechado.

Antes da prisão de Prisco, ainda durante a madrugada, outros policiais militares amotinados e familiares começaram a deixar o prédio da Assembleia. Ônibus estacionados ao lado da Casa Legislativa transportaram os cerca de 300 policiais e familiares que estavam no prédio desde 31 de janeiro. A informação de que a ocupação chegaria ao fim foi divulgada pelo advogado do grupo, Rogério Andrade, ainda na madrugada.


Prisco flagrado em escutas



O líder da greve dos policiais militares na Bahia, Marco Prisco, foi flagrado conversando com um colega grevista e tratando de ações de intimidação como queima de viaturas e fechamento de rodovias. As gravações também trazem um cabo bombeiro do Rio de Janeiro, que está na Bahia, falando sobre a expansão do movimento para outros estados.



Prisco aparece em uma conversa com o colega David Salomão mandando descer "toda a tropa para cá". "Eu vou queimar viatura... eu vou queimar duas carretas agora na Rio-Bahia, que não vai dar tempo...", diz David. "Fecha a BR, fecha a BR aí, meu irmão", responde Prisco. Durante a greve, um ônibus escolar foi queimado em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. Motoqueiros armados retiraram os alunos e atearam fogo em seguida. Ninguém ficou ferido. Viaturas também tiveram os pneus furados.



A outra conversa trata da expansão do movimento grevista pelo país e da possibilidade de segurar o fim da greve na Bahia enquanto esta não começa no Rio de Janeiro. "Pergunta à pessoa importantíssima que está aí qual a possibilidade de nós passarmos em segundo turno na semana que vem?", questiona o cabo carioca Benevenuto Daciolo, falando sobre uma possível votação da PEC 300, que trata da criação de um piso nacional para PMs e bombeiros.



"Não sei se o senhor sabe. Eu estou com uma Assembleia Geral amanhã, no Rio de Janeiro, uma greve geral no Rio também, com probabilidade de não ter carnaval nem na Bahia nem no Rio esse ano", continua Daciolo, falando com um interlocutor não identificado. "São Paulo está para dar uma resposta agora e outros estados também".



Policiais militares da BA decidem em assembleia continuar greve



Policiais militares da Bahia decidiram em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira que continuarão em greve. A decisão foi tomada após os grevistas deixarem o prédio da Assembleia Legislativa que estava ocupado desde a semana passada.


A categoria fez uma assembleia no sindicato dos bancários, em Salvador, após a desocupação. No local, foi perguntado aos policiais se a greve continua ou acabou. Centenas deles responderam em uníssono: "Continua". Na sequência começaram a gritar: "A PM parou, a PM parou".

A reportagem da Folha acompanhou a assembleia a partir de um prédio vizinho, pois não foi autorizada a entrar no sindicato.

Apesar do resultado da assembleia, uma nova reunião da categoria está marcada para ocorrer às 16h de hoje, também no sindicato dos bancários. A expectativa dos PMs é de que haja uma nova proposta do governo para ser discutida.

O ex-policial Marco Prisco foi preso na manhã de hoje após deixar a Assembleia, junto com outro líder grevista, Antônio Paulo Angelini. Havia mandado de prisão expedido contra eles. Outros dois PMs já tinham sido presos durante a greve. Ao todo, 12 mandados de prisão foram expedidos contra policiais grevistas.

Prisco foi flagrado por escutas telefônicas incentivando atos de vandalismo no Estado. As gravações foram divulgadas pelo "Jornal Nacional", da TV Globo. Em uma das escutas um interlocutor de Prisco identificado como David Salomão diz que vai "queimar viatura" e "duas carretas" na rodovia Rio-Bahia.

Segundo um dos advogados dos grevistas, Rogério Andrade, a decisão de desocupar a Assembleia foi tomada porque os grevistas avaliaram que não teriam mais condições de manter a ocupação do prédio, que teve a luz e a água cortadas. Os militares do Exército que cercaram o local também bloquearam o acesso de mantimentos.

Outro grevista disse que a decisão foi tomada em assembleia durante a madrugada. O grupo estaria atendendo um pedido de Prisco, que entendeu que seria mais seguro eles se entregarem porque havia uma determinação de reintegração de posse e poderia haver confronto.

GREVE

A greve dos PMs da Bahia começou na semana passada. Eles reivindicam aumento salarial e a incorporação de gratificações aos salários.

Em entrevista à Folha, o governador Jaques Wagner (PT) disse que não pagaria nada acima do reajuste já concedido ao funcionalismo do Estado. Na terça (7), porém, o governo passou o dia negociando com líderes grevistas, mas a reunião foi suspensa sem acordo.

O impasse ficou por conta dos 12 mandados de prisão expedidos contra PMs grevistas. Prisco afirmou na ocasião que ninguém retornaria ao trabalho sem que houvesse uma anistia geral.

Na segunda-feira, diversos focos de tumulto ocorreram no local, e os militares usaram balas de borracha e bombas de efeito moral para conter os ânimos.

Fonte: Folha.com


Após deixar Assembleia, PMs discutem continuidade da greve na Bahia



Cerca de 500 grevistas e manifestantes se reúnem no centro de Salvador para discutir próximas ações. Grupo realiza assembleia às 17h.

A desocupação da Assembleia Legislativa da Bahia feita pelos policiais militares grevistas, nesta manhã de quinta-feira, não significou o fim do movimento. Os manifestantes que deixaram o prédio estão reunidos neste momento no centro de Salvador, em um ginásio de esportes na Ladeira dos Aflitos, onde discutem as próximas ações. Cerca de 500 pessoas participam da reunião.

Os alimentos que estavam estocados na Assembleia foram levados para o ginásio. Neste momento, eles recebem ainda mais mantimentos como pães e macarrão. Há pouco, os policiais cantaram o grito que acompanha o grupo desde a deflagração da greve, no dia 31 de janeiro: “A PM parou”.

Além disso, o movimento pode ser ampliado com a possível adesão dos oficiais. O grupo se reúne em assembleia às 17h. Neste momento, dirigentes de quatro associações que vêm negociando com o governo estão reunidos com representantes dos oficiais para definir as atividades seguintes.
Nesta manhã, saíram do prédio 245 policiais grevistas e não havia crianças entre os manifestantes, de acordo com o tenente-coronel Márcio Cunha, responsável pela comunicação da operação. Todos passaram por uma vistoria do Exército antes de deixar o local. Após a saída, o Exército iniciou uma varredura. Ainda restam oito mandados de prisão a ser cumpridos. Ao sair do prédio, os policiais que não tinham prisão decretada foram embora em seus próprios carros.
O governo do Estado ainda não se pronunciou sobre o assunto. O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo (PDT), aliado do governador Jaques Wagner, comemorou a saída dos manifestantes do prédio. “Felizmente não houve o derramamento de uma gota de sangue. Tenho a consciência limpa. Se eu não tivesse pedido o prédio, eles estariam até agora”, disse o deputado que no domingo chegou a fazer um ultimato para que os grevistas deixassem o prédio até a meia-noite.
Rendição
A saída dos grevistas era esperada nesta madrugada em Salvador. A informação de que Marco Prisco, um dos líderes da greve, ia se entregar hoje foi confirmada, por volta das 2h, por seu advogado Rogério Andrade. Com isso, durante toda a madrugada, a movimentação foi intensa no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Os dois líderes do movimento que tiveram a prisão decretada pela Justiça, Prisco e Antônio Paulo Angelini, foram presos e pediram para sair pelos fundos do prédio.
Segundo Andrade, Prisco decidiu se entregar para facilitar negociações, por isso nem todos encaram essa rendição como sendo o fim da greve. “Ele está fazendo o que qualquer homem sensato faria para garantir a segurança das pessoas e também para alcançar os objetivos da greve".
"Já que o governo do Estado colocou a sua prisão como condição para retomar as negociações”, assinalou o advogado. Prisco se entregou horas depois de o Jornal Nacional, da Rede Globo, revelar áudio com conversa que o comprometeu.
*com Agência Brasil e reportagem de Cintia Kelly, especial para o iG, em Salvador
Fonte: Último Segundo