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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Democratas se fortalece no interior da Bahia



O deputado Paulo Azi, presidente estadual do Democratas, comemora as recentes filiações ao partido que vem retomando nos últimos tempos a importância política que detinha na Bahia. No último domingo, 29, Azi cumpriu uma verdadeira maratona pelo interior do Estado, acompanhado dos prefeitos de Salvador e de Feira de Santana, ACM Neto e Zé Ronaldo, do ex-governador Paulo Souto, do deputado federal Cláudio Cajado e do secretário de Transportes de Salvador, José Carlos Aleluia. A comitiva esteve em Barreiras onde filiou-se ao partido uma das maiores lideranças da região, Zito Barbosa, ex-prefeito de São Desidério e pré-candidato a deputado federal em 2014, também em Serrinha, quando foi abonada a ficha de filiação de Dr. Adriano Lima, ex-vice prefeito,candidato a prefeito nas últimas eleições e pré-candidato a deputado estadual.


Em Campo Formoso os Democratas foram recebidos por uma multidão que prestigiou a filiação do líder da Oposição na Assembleia Legislativa, deputado Elmar Nascimento, ex- PR. No próximo dia 3, quinta-feira, uma nova leva de filiações – tanto da capital como do interior – será oficializada durante o Encontro da Executiva Estadual, que será realizado no auditório da ALBA, às 15 horas. Os novos filiados receberão as boas vinda do presidente nacional do Democratas, senador José Agripino Maia, que fez questão de prestigiar as filiações baianas. “ Isso é o exemplo claro de que o Democratas voltou a ocupar o protagonismo político da Bahia”, festejou Paulo Azi.

Aleluia anuncia primavera do Democratas em Barreiras



“A filiação do grande líder do Oeste, Zito Barbosa, ao Democratas sinaliza que o partido vive a sua primavera. Um novo tempo se inaugura com o fortalecimento de uma legenda que volta a crescer em todo o estado”, afirmou o secretário de Urbanismo e Transporte de Salvador, José Carlos Aleluia, durante evento realizado na Câmara de Vereadores de Barreiras, na manhã deste domingo (29).

“Ao contrário do que imaginara algumas aves agourentas da política baiana, o Democratas está vivo e cada vez mais forte para as eleições de 2014”, disse Aleluia ao lado do prefeito ACM Neto, do ex-governador Paulo Souto, do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, do deputado federal Cláudio Cajado e dos deputados estaduais Paulo Azi e Hebert Barbosa, além do presidente do partido em Barreiras, Pablo Barrozo.

A caravana de líderes democratas ainda participa neste domingo de atos de filiação ao partido em Serrinha, onde haverá a adesão de Dr. Adriano, e, em Campo Formoso, local em que o deputado estadual Elmar Nascimento assinará a sua ficha de filiação ao partido.

 “No próximo dia três de outubro, com a presença do presidente nacional José Agripino Maia, vamos marcar a primavera do Democratas na Assembleia Legislativa, com a entrada no partido de mais três deputados estaduais. Além de Elmar, Sandro Régis e Targino Machado”, avisou Aleluia.



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Assaltado no Caminho das Árvores, Aleluia culpa governo por insegurança: ‘Falta estrutura’



O secretário municipal de Urbanismo e Transporte de Salvador, José Carlos Aleluia, responsabilizou, nesta quinta-feira (12), o governo do Estado pelo assalto que sofreu nesta quarta (11), no bairro do Caminho das Árvores. De acordo com ele, a gestão liderada por Jaques Wagner não tem arcado com as responsabilidades que lhe são conferidas. “O Estado não está dando segurança às pessoas, não tem dado a atenção devida à proteção da população. Isso não pode ser normal”, reclamou. Em entrevista, o líder da pasta contou que, após apontarem uma arma para seu rosto, os suspeitos levaram celulares, dinheiro e um carro alugado pela prefeitura. “Estou abalado. O pior é saber que esses que me roubaram, vão voltar a atuar pelas ruas porque a polícia não tem estrutura para detê-los. É só ir em uma delegacia para ver que todos estão trabalhando desmotivados”, opinou. 

Bahia Notícias 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Heraldo Rocha sugere ao governo redução de secretarias para enfrentar a crise



“Por que o governador Jaques Wagner não aproveita a crise financeira para reduzir o excessivo número de 31 secretarias de seu governo?”, questiona o vice-presidente estadual do Democratas, Heraldo Rocha. Para ele, essa resolução seria muito mais efetiva na contenção dos gastos públicos. “Com essas medidas paliativas adotadas, Wagner está assinando o atestado de óbito das finanças do Estado”. Outra pulga que coça a orelha do democrata é o fato de, apesar da situação crítica, o governo estadual insistir em gastar mais de R$ 100 milhões num projeto sem nenhuma urgência, como o da ponte Salvador/Itaparica. “Será que é mesmo séria essa austeridade de última hora? Depois de seis anos e meio, a conclusão a que se chega é que nunca houve planejamento neste governo. Desça do helicóptero e caia na real, Wagner!”, diz Rocha.


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Uma das chapas para a sucessão estadual de 2014?



Um encontro casual entre os pré-candidatos a governador José Carlos Aleluia (DEM) , secretário de Transporte da Prefeitura de Salvador, e o empresário João Gualberto (PSDB) chamou a atenção dos freqüentadores do restaurante Barbacoa, tradicional reduto do mundo empresarial e político. Mesmo em mesas separadas, Aleluia e João Gualberto se encontraram e trocaram elogios pelo desempenho de cada um. Um dos freqüentadores brincou: “Formou a chapa para 2014, só falta o terceiro nome”.

Fonte: Política Livre

terça-feira, 30 de julho de 2013

Camaçari terá projeto popular para instituir Domingo é Meia



O líder da oposição na Câmara de Vereadores de Camaçari, Antônio Elinaldo (Democratas), afirmou hoje (29) que já foram coletadas mais de seis mil assinaturas ao projeto de iniciativa popular que visa implantar o programa Domingo é Meia no município. Ele explicou que a proposta inclui, além dos domingos, o benefício da meia passagem nos feriados. A oposição já havia aprovado projeto de indicação ao prefeito Ademar Delgado solicitando a implantação do programa. Como o prefeito não respondeu à indicação, os vereadores do Democratas, ao lado do movimento estudantil, começou a coletar assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular. “Em Salvador, o prefeito ACM Neto já implantou o Domingo é Meia, agora ampliado, e o Bilhete Único. Enquanto isso, em Camaçari, não temos nenhuma ação para tornar o custo do transporte público mais acessível à população. Aliás, não há nem diálogo nesse sentido. A única coisa que o prefeito de Camaçari fez foi baixar o valor da tarifa, depois de ter aumentado este ano, desrespeitando um acordo com o Ministério Público assinado em 2012 de só elevar a tarifa após melhorias no sistema”, criticou o vereador.

Fonte: Camaçari Urgente

domingo, 28 de julho de 2013

Itabuna: Juventude do DEM lança Aleluia ao governo



Presidente estadual licenciado do Democratas, o secretário de Urbanismo e Transporte de Salvador, José Carlos Aleluia, foi surpreendido na manhã deste domingo com o ato da juventude itabunense do partido em prol de seu nome para a disputa da sucessão estadual no ano que vem.

“Na administração do prefeito ACM Neto, em nossa capital, Aleluia já dá exemplo de ser um gestor público inovador e comprometido com as causas populares. Em poucos meses de governo, instituiu o ‘Domingo é Meia’, que concede meia passagem de ônibus à população, um benefício social já copiado pelo prefeito José Ronaldo em Feira de Santana e que lutaremos para que se torne uma realidade também em Itabuna”, explicou o presidente municipal da Juventude Democratas, Israel Cardoso.

Integrante do grupo que foi homenagear Aleluia antes da missa comemorativa aos 103 anos de Itabuna, o vice da Juventude itabunense Tiago Matos destacou o papel do ex-deputado federal na abertura do Democratas  aos jovens de todo o estado. “Somos testemunha do compromisso de Aleluia com a renovação do partido”, afirmou, ao lado do presidente estadual da Juventude Democratas, Bruno Alves, autor do projeto do “Domingo é Meia”.

Emocionado, Aleluia agradeceu a homenagem e ratificou ser um dos nomes da oposição à disputa do governo do estado, mas ponderou que o momento é de continuar o trabalho à frente da Secretária de Urbanismo e Transporte de Salvador. “O prefeito ACM Neto me concedeu a oportunidade de trabalhar pela nossa capital e agora esta é minha prioridade. O foco nas eleições acontecerá na hora apropriada”, disse.

Na noite do último sábado (27), Aleluia recebeu o título de cidadão de Itabuna, iniciativa do vereador Solon Pinheiro (DEM). Realizada na Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), a solenidade atraiu um público grande e variado que lotou o salão do clube.


Estiveram prestigiando Aleluia os ex-prefeitos itabunenses Capitão Azevedo (DEM) e Fernando Gomes (PMDB). “Aleluia é um nome querido e respeitado em nossa cidade. Uma prova disso é que foi o candidato mais votado das oposições na majoritária nas eleições de 2010 em Itabuna, inclusive entre os oposicionistas postulantes ao governo”, observou a presidente municipal do Democratas, Maria Alice.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Paulo Azi critica desativação de ferrovia



O presidente estadual do DEM, Paulo Azi, criticou a decisão da Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT e  do Ministério dos Transportes em desativar a malha ferroviária dos trechos Alagoinhas-Juazeiro e Alagoinhas-Propriá, considerados economicamente viáveis.

“O governo não consegue avançar na execução das obras da ferrovia  Oeste-Leste (FIOL) iniciadas há quase três anos e até o momento com apenas 5% de executada e nem luta para manter e qualificar as ferrovias existentes”, protestou Azi, alertando que a desativação da ferrovia vai causar grandes prejuízos às economias dessas regiões.


O deputado informou que os trechos Alagoinhas-Juazeiro / Alagoinhas-Propriá são responsáveis pelo transporte de carga, cortam diversos municípios e dinamizam o escoamento da produção. Segundo a resolução, publicada no Diário Oficial da União do dia 5 de julho, a concessionária Ferrovia Centro Atlântica - FCA, responsável há 17 anos pela ferrovia, fica autorizada a desativar e devolver os trechos delimitados na Bahia. Azi diz ainda que a indenização devida pela FCA por conta da degradação da via férrea - cerca de R$ 760 milhões - , será relocada para investimentos na Malha Centro-Leste, fora, portanto, da Bahia. “Mais uma vez o governador silencia e não defende a Bahia”.

Fonte: Tribuna da Bahia

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Família acusa escola de impedir entrada de estudante que morreu atropelado no Pau Miúdo



Eram 8h. Ele queria comprar pão e ir à escola. Mas a vida do estudante José Rebelo de Silva Neto, 13 anos, parou no meio do caminho, na Rua Marquês de Maricá, no Pau Miúdo. O caminhão-baú  que o atropelou parou alguns metros à frente, após o condutor, Antônio José Muniz dos Santos, 63 anos, ouvir o som do impacto do corpo do jovem. 

Segundo informações da 37ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Liberdade). Zezinho, como era conhecido, andava de bicicleta ao lado do caminhão, um Mercedes Benz branco, (JMQ-9959), que fazia carreto, quando perdeu o equilíbrio e foi atropelado pelo veículo. Segundo a 37ª CIPM, a maioria das testemunhas afirma que o garoto estava apenas emparelhado com o caminhão, no entanto, há outra versão também de pessoas que viram o acidente de que o adolescente seguia com uma das mãos apoiada no veículo.

Em estado de choque após perceber o que havia ocorrido, Antônio foi socorrido pelo Samu no local e encaminhado por PMs para a 2ª Delegacia (Liberdade), que investigará o acidente. Ele foi ouvido e liberado. “Tenho que verificar o que ele alegou, mas provavelmente isso será enquadrado em crime de trânsito. Provavelmente um homicídio culposo, a não ser que após a perícia se constate bebida ou alta velocidade”, disse o delegado Sálvio Martins, plantonista da 2ª DT.

Segundo a família e os vizinhos, José tinha ontem ido ao Centro Educacional Carneiro Ribeiro – Classe III, onde cursa o 6º ano, que fica próximo ao local. Desde o dia anterior, no entanto, o garoto foi avisado de que só entraria ontem na escola se já estivesse com o Diário Escolar 2013 em mãos. 

“Disse a ele que fosse sem e que se barrassem na porta da escola, ele me chamasse que eu iria resolver. Não foi nem pelos R$ 4, mas não podiam mandar o aluno voltar para casa só por não ter caderneta”, disse Consuelo da Silva Bacelar, 27, prima do jovem, referindo-se à taxa cobrada pela caderneta amarela, com folhas para registro da frequência dos alunos.

Como Zezinho foi novamente impedido de entrar, voltou para casa conforme combinado. “Eu disse que ia subir com ele no colégio, mas aí ele falou que ia comprar pão enquanto eu ia lá”, contou Consuelo, chorando. “Se ele estivesse na escola, isso não teria acontecido. Eles mandaram mais de cem alunos embora ontem por causa dessa caderneta, é um absurdo! Quem tem que dar isso é o governo”, reclamou Michele Santos, vizinha da família, cercada de alunos da instituição que confirmavam o ocorrido.  

Os moradores pretendem fazer um protesto na porta do centro educacional, hoje, às 6h. A direção da escola não atendeu à imprensa.

Procurada pelo CORREIO, a Secretaria de Educação do Estado (SEC) informou que uma equipe do órgão foi até a escola e que alunos e o segurança da instituição disseram que o aluno não foi para a escola ontem nem esteve na entrada. Ainda de acordo com a SEC, foi confirmado que o diário escolar foi produzido em parceria entre a secretaria e uma empresa fabricante e que o uso não é obrigatório. 

Segundo o Instituto Médico-Legal Nina Rodrigues (IML), o  corpo só deu entrada no órgão às 14h45.  Às 13h15, enquanto o corpo ainda não havia sido removido, muitos moradores e estudantes das escolas do entorno – vizinho à Classe III está o Colégio Estadual Marquês de Maricá – se aglomeravam no local do acidente. 

Uma amiga e colega de classe, Thaís Coelho, 14, acompanhava de perto a movimentação e, muito emocionada, só conseguiu dizer que Zezinho era uma boa pessoa. Como o pai da vítima, José, estava muito abalado, o tio do rapaz, Cláudio da Silva, aguardava a chegada da equipe do Departamento de Polícia Técnica (DPT). “Era um menino bom, comportado, muito obediente e era superinteligente. O plano dele era só crescer, se desenvolver. Ele sabia mexer em bicicleta, em eletrônicos, estava até ontem mexendo nessa bicicleta velha e aí aconteceu isso hoje”, lamentou. 


José, que sonhava ser eletrotécnico, morava com o pai, a avó, três primas e dois tios. A mãe do jovem, Silvana, mora em Várzea do Poço, a 331 quilômetros de Salvador. O data e local do sepultamento  não foram definidos.

Fonte: Correio24horas

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Paulo Azi destaca mais uma do anedotário de Wagner



Depois do pífio investimento em irrigação, apresentado como solução para os problemas do setor agropecuário, o presidente estadual do Democratas, deputado Paulo Azi, destaca mais uma do anedotário que é o Balanço de Seis Anos do Governo Estadual. “Está dito nessa coletânea de piadas do governador Jaques Wagner que a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e o Porto Sul vão duplicar o PIB baiano”.

O líder democrata quer saber quem foi o economista que fez essa megalômana estimativa. “Pelo jeito, o milagre da Fiol vai superar toda a riqueza gerada nos 513 anos de descobrimento da Bahia”. Segundo Azi, o pessoal da Casa Civil, autor do Balanço, deve ter se baseado para divulgar este absurdo na ideia da propaganda do Governo Estadual de que a Bahia começou a existir a partir de 2007, com a vitória de Jaques Wagner.

“Os mais de 500 anos de história da economia baiana, desde o pau- Brasil, a cana de açúcar, o ouro, os diamantes, o cacau, o petróleo e  a refinaria Landulfo Alves, a nova mineração, o Centro Industrial de Aratu, os pólos  industriais do interior, o Polo Petroquímico,  o turismo, os grãos do Oeste, a madeira e a celulose do Extremo Sul e o polo automobilístico, todas essas riquezas não valem a Fiol”, observa o presidente democrata.

Para Paulo Azi, é inegável que a Fiol será muito importante para a Bahia e todos os baianos devem lutar pela sua realização. “Mas antes de fazer quaisquer previsões absurdas é necessário que o governo trabalhe para que as obras andem”, observa.


Segundo o parlamentar, até hoje somente o trecho entre Ilhéus e Caetité, com cerca de 530 km,  está em construção, com  apenas 12% implantado, apesar de toda a propaganda  feita  há quase cinco anos. “A afirmação absurda de que a Fiol com o Porto Sul vai duplicar o PIB baiano  só contribui para afetar a  credibilidade deste grande empreendimento”, afirma.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Paulo Azi diz que Balanço do Governo é anedotário



“O Balanço de Seis Anos do Governo Estadual é um verdadeiro anedotário”, afirma o presidente estadual do Democratas, deputado estadual Paulo Azi.  Segundo ele, a pseudo prestação de contas de Jaques Wagner não passa de uma boa coletânea de piadas.

O líder oposicionista destaca uma das pilhérias do Balanço de que “o setor agropecuário resistiu às dificuldades e demonstrou estar fortalecido para enfrentar as adversidades do clima, graças à consolidação das medidas de convivência com o semiárido implantadas nos últimos seis anos”.


“Isso só pode ser piada, porque, no próprio Balanço, está dito que, em todo este período, só foi feito o ínfimo investimento de R$ 7,9 milhões em irrigação”, observa Paulo Azi, ressaltando que essa cifra investida representa muito pouco para as necessidades de irrigação, um dos itens mais importantes para a produção no semiárido.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Paulo Souto compara avaliação do governo com a da Faeb sobre a seca




“Propaganda e mistificação”. É o que conclui o ex-governador Paulo Souto quando compara o texto edulcorado sobre a seca do Balanço de Seis Anos do Governo do Estado com a avaliação técnica da Federação de Agricultura do Estado da Bahia (Faeb) sobre as consequências da estiagem no território baiano.

“Enquanto o Governo do Estado afirma em seu compêndio de ilusões que o alto investimento na oferta de água minimizou os efeitos da seca e a estratégia de convivência com o semiárido se tornou uma realidade em nosso estado, classificando de estruturantes a construção de cisternas, a Faeb expõe a realidade de um prejuízo de R$ 4,6 bilhões ao setor agropecuário e a queda de 9% do PIB do segmento em 2012”, diz Souto.

Para ele, o Balanço do Governo contraria totalmente os fatos apresentados pela Faeb, que calcula entre cinco a 10 anos para a recuperação dos prejuízos. “Apesar da morte de mais de 800 mil bovinos, perdas de 60% da produção de café, 70% de leite e 90% da colheita de feijão e milho, o Governo do Estado diz que 'o setor agropecuário resistiu às dificuldades da seca e demonstrou estar fortalecido para resistir as adversidades do clima, graças à consolidação das medidas de convivência com o semiárido implantadas nos últimos seis anos'”.

Deixa estupefato o ex-governador Paulo Souto a mistificação produzida pelo Governo do Estado no Balanço de Seis Anos. “Para o governo, ninguém perdeu a produção, o rebanho não foi dizimado, os projetos de irrigação não tiveram o suprimento de água suspenso, não houve racionamento para o abastecimento humano, porque, pelo jeito, o que vale não é a realidade, mas a propaganda”.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Samuel Celestino, A Tarde: Ampla, geral e irrestrita




Dentre as entrevistas que o jornal A Tarde publicou até aqui, em página inteira, sempre nas segundas-feiras, envolvendo a sucessão na Bahia, de longe a que o ex-deputado federal e secretário municipal de Transportes e Urbanismo, José Carlos Aleluia, concedeu, publicada na edição de ontem, foi a mais clara e elucidativa. Outras também apresentaram informações valiosíssimas. O entrevistado não descarta sua candidatura ao governo, nem a afirma, por tudo depender das circunstâncias.

 Fala do excelente relacionamento entre o governador Jaques Wagner e o prefeito ACM Neto, da possibilidade de que uma candidatura de Otto Alencar possa acarretar uma aliança entre governo e oposição e citar Paulo Souto como “um nome que não pode ser descartado em hipótese nenhuma. Ele não mencionou que dispõe a sê-lo (candidato), mas ninguém se dispõe sem ter uma proposta.” E assegura: “Ele está no jogo.”

O secretário pontua a política sempre de forma inteligente. Considera que as oposições não vão lançar candidatura apenas para preencher o espaço com representante do contrário, ou do jogo de confronto. Em outras palavras, apenas para marcar posição. Entende ele que e a Bahia tem uma vinculação histórica com a política nacional e é necessário observar o que acontecerá nesse plano até porque não convém à oposição lançar candidato aqui, apenas para preencher um espaço. Aliás, isso aconteceu no passado, desde, praticamente, a fundação do PT quando o partido mantinha candidatos nas unidades federativas, apenas para constar ou para firmar a sua presença.

Para ele, “não se pode dissociar uma eleição local da nacional, assim como não se pode uma eleição da Bahia vinculada a de Salvador”. Isso significa que, embora Salvador seja o farol eleitoral do Estado, não dá para pensar uma eleição que possa sofrer a influência exclusiva da Capital. “Os problemas da Bahia são maiores, ou pelo menos diferentes das dificuldades enfrentadas por Salvador.” Cita a seca como um exemplo visível que atinge a Bahia, mas não a capital baiana. Aleluia fez diversos mandatos como deputado federal e, em todos ou quase todos, ficou entre as dez mais brilhantes cabeças da Câmara Federal.

Posteriormente, entendeu que cansara de Brasília e necessitava de uma nova experiência, mas não lhe foi dado (na época de ACM) instrumentos para ser candidato ao governo do Estado. Na segunda eleição de Wagner, candidatou-se ao Senado e perdeu. A Bahia experimentava uma nova realidade política com o PT no Poder. Nos últimos meses, basicamente após a eleição de ACM Neto, houve uma aproximação entre o governador e o prefeito, com decisões que irão favorecer Salvador. O campo político se tornou mais ameno, como deve ser, na medida em que os partidos podem estabelecer  adversidades, mas nada impede – e esse é o certo – que haja uma relação civilizadas entre eles.

O próprio Aleluia se refere desse modo ao ex-carlista Otto Alencar, vice-governador e secretário de Jaques Wagner. Na entrevista, explicita que “tem carinho” por Otto. “Fomos aliados, ele tem muitas qualidades”. Nesse ponto faz uma revelação importantíssima, que nada mais representa senão a união da Bahia, ao dizer que “ele é um candidato que até poderia facilitar alguma aliança.” Não me recordo, no jornalismo político, de uma aliança ampla entre governo e oposição. Havia, com hoje, os adesistas, é certo.

Em 1989, o então ex-ministro Antonio Carlos Magalhães chegou a sugerir, através de intermediários, uma aliança com seu arquiadversário Roberto Santos, numa composição na qual Santos ficaria como candidato ao governo e ele ao Senado. Roberto Santos descartou liminarmente. Antônio Carlos venceu a eleição para governado e realizou o seu terceiro mandato.

Retornando a Otto Alencar, Aleluia afirma que ele conversa muito “com nossos amigos, nossos aliados no interior” e diz que “não negar o passado para ele é uma ato de inteligência. O vice-governador não poderia negar o passado, pois foi tudo no passado”.

De maneira geral, a entrevista de José Carlos Aleluia tocou em todos os pontos que o repórter Biaggio Talento o inquiriu. Em todas as perguntas, não fez uma só acusação política a quem quer que seja e ampliou seus pontos de vista para alcançar as ideias que estão postas em relação às eleições governamentais do próximo ano. Disse que candidato a governador da oposição só após o Carnaval, portanto cumprindo o calendário sem a precipitação que ora observa. Não descarta uma aliança com Dilma Rousseff (o Democratas está com dificuldades para manter o relacionamento histórico com o PSDB) e afirmou que a candidatura de Geddel Vieira Lima não está descartada; que ele deu apoio à candidatura de ACM Neto e participa do governo municipal.

Assim, a entrevista do secretário Municipal dos Transpores foi a mais ampla e aberta dentre as que A TARDE até aqui realizou. Foi uma entrevista com um forte aspecto de anistia aos políticos baianos dos diversos segmentos, portanto “ampla, geral e irrestrita”.

Samuel Celestino, A Tarde

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Aleluia: "nome de Otto facilita alianças"




Tentando se viabilizar como candidato do DEM ao governo em 2014, o secretário José Carlos Aleluia, nome forte da gestão do prefeito ACM Neto, demonstra que a boa convivência entre a prefeitura e o governo do Estado criou pontes que podem levar inimigos figadais  ao mesmo palanque.

Biaggio Talento - O senhor está tentando se viabilizar politicamente para ser o candidato a governador pelo DEM?

José Carlos Aleluia
- Acho que essas coisas estão muito cedo para se discutir. Estou trabalhando na administração municipal. E o prefeito de Salvador ACM Neto tem imprimido um ritmo muito forte de trabalho, mas nós entendemos que a eleição de governador de 2014 não é prioridade, no momento.

Biaggio Talento - Uma candidatura do Democratas neste cenário seria uma espécie de cópia invertida da época em que o PT lançava candidatos a governador na Bahia só para marcar posição, quando o PFL era a sigla hegemônica no Estado, ou o partido terá um candidato para disputar para valer?

José Carlos Aleluia
- Os partidos de oposição não vão lançar candidaturas apenas para marcar posição. Claro que a política da Bahia tem uma vinculação forte com a política nacional. E nós somos obrigados a observar o cenário nacional. Com a experiência que tenho não pretendo participar de uma eleição como um mero coadjuvante.

Biaggio Talento - Se o senhor for candidato seria uma espécie de representante da gestão de ACM Neto ou seja, a candidatura está vinculada à administração municipal?

José Carlos Aleluia
- Não deve estar. Qualquer um que queira disputar a eleição deve se afastar da administração, isso inclui a minha eventual candidatura, para não vincular a gestão à campanha e ao projeto do prefeito que é Salvador e ele e sua equipe estão trabalhando muito para a cidade.

Biaggio Talento - Mas uma candidatura do DEM não mostraria o êxito do projeto de gestão para Salvador, caso o governo esteja bem daqui há um ano?

José Carlos Aleluia
- Uma eleição se passa em torno de várias coisas. A Bahia é um Estado com 13 milhões de habitantes, um Estado importante da  Federação e a eleição não vai se dar apenas em torno de uma cidade, embora a capital seja a mais importante. Vai se dar em torno das demandas do Estado, as pessoas vão avaliar a conveniência de se ter uma forma diferente de governar o Estado ou, eventualmente, preservar a administração atual. Isso, claro, tem uma vinculação muito forte, repito, com a eleição nacional (de presidente da República). Não se pode imaginar uma eleição local dissociada da nacional, assim como não se pode imaginar uma eleição da Bahia vinculada exclusivamente a Salvador. Os problemas da Bahia são maiores ou, pelo menos, diferentes que os da capital. Salvador não sofreu diretamente o impacto da seca, que foi das mais sofridas que tivemos nos últimos tempos e que apenas repercutiu nas grandes cidades por causa do êxodo rural, que voltou a aparecer. Mas isso é um problema de todo o Estado.

Biaggio Talento - Mas a Prefeitura de Salvador está sofrendo com a política de desoneração fiscal do governo federal, que tem reflexo na redução do Fundo de Participação dos Municípios...

José Carlos Aleluia
- Todos os municípios têm sofrido muito. Os governos federais têm feito, desde a Constituição de 1988, seguidas investidas contra as receitas dos estados e municípios. E as isenções são sempre dirigidas no sentido de que a União dá o benefício e os estados e municípios pagam as contas. Esta é uma realidade, motivada por medidas dos presidentes da República e aprovadas pelo Congresso Nacional.

Leia íntegra da entrevista no jornal A TARDE desta segunda-feira ou na Edição Digital, se for assinante

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Paulo Souto critica propaganda governamental sobre a seca




O ex-governador Paulo Souto critica o atual conceito de propaganda adotado pelo governo estadual. “Escamotear a realidade e transferir responsabilidades não é a melhor forma de fazer publicidade governamental”, observa.

Segundo ele, as peças veiculadas na mídia sobre a atual seca são extremamente capciosas ao afirmar que, nos últimos 30 anos, pouco se fez para evitar o flagelo das estiagens.

“Além de atingir injustamente gestões de homens públicos dos quais alguns são atualmente seus aliados, a propaganda revela um total desapreço a realizações recentes, como as barragens e adutoras concluídas e iniciadas na administração passada, que atenuaram bastante os efeitos da atual seca”, diz Souto. 

Na avaliação do ex-governador, o marketing governamental precisa ter um maior compromisso com a verdade, sob pena de produzir apenas propaganda enganosa, um prejuízo inestimável à cidadania.

Fonte: ASCOM Democratas Bahia 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Governo gasta mais 38% em propaganda e dá 2,5% para servidores



“O governador Jaques Wagner propôs um reajuste salarial para os servidores públicos de 2,5%, que não cobre nem metade da inflação de 5,84%, mas aumentou os gastos com publicidade oficial e institucional em 38% no último ano. Mais uma vez se constata que a propaganda é a verdadeira prioridade deste governo”, afirma o presidente do Democratas Salvador, Heraldo Rocha.

O ex-deputado estadual lamenta o que viu no demonstrativo de despesas do governo estadual. “Os gastos com publicidade foram os que mais cresceram em 2012, mas outras despesas também variaram em índices bem superiores ao da proposta de reajuste salarial de Jaques Wagner, como foram os casos das diárias (26%) e das passagens (17%)”, denuncia.

Para Heraldo Rocha, não se podia esperar outra coisa de um governo que, em quase sete anos, nunca buscou uma gestão eficiente para desenvolver o estado da Bahia e melhorar a vida de seu povo. “Para esconder a ineficiência, eles não poupam nos gastos com propaganda. Triste Bahia sob o domínio petista”.

Fonte: Imprensa Democratas



sábado, 27 de abril de 2013

Plano inclinado Gonçalves vai ser reformado




Desativado há dois anos e dois meses, o Plano Inclinado Gonçalves será completamente reformado pela Prefeitura de Salvador ainda este ano. Na manhã desta sexta-feira (26), o prefeito ACM Neto, acompanhado por secretários, comerciantes e pelo deputado federal Jutahy Júnior, assinou a ordem de serviço para as obras de contenção de encostas (com revestimento vegetal e concreto), estabilização do antigo prédio do 18º Batalhão da Polícia Militar e recuperação total do Plano Inclinado. No total, serão investidos R$ 2,5 milhões nas obras, que começam na próxima segunda-feira (29), de acordo com informações do secretário Paulo Fontana (Infraestrutura. Habitação e Defesa Civil).
Em seu discurso, ACM Neto ressaltou a importância da reativação do equipamento. “Uma cidade que recebe tantos turistas como Salvador tem de preservar a sua história. E o Plano Inclinado Gonçalves, que está encravado no centro histórico, faz parte da vida de Salvador”, disse o prefeito. Antes do fechamento, o plano transportava cerca de 10 mil pessoas por dia.
Presente à assinatura da ordem de serviço, o presidente da Associação Brasileira de Agentes de Viagens (Abav-Bahia), Pedro Galvão, disse que a decisão da Prefeitura de devolver o Plano Inclinado Gonçalves à população vai incrementar o turismo no centro histórico. “Com o equipamento em funcionamento, os turistas certamente terão mais um motivo para visitar o centro histórico”.
Os comerciantes também elogiaram a iniciativa. “As nossas vidas serão bem diferentes depois que a obra for concluída”, disse José Pires Oliveira, que trabalha em um estabelecimento que conserta relógios na Cidade Baixa. “Desde que oplano foi interditado por falta de segurança, há pouco mais de dois anos, o movimento na loja caiu 60%. O prefeito ACM Neto deu mais uma demonstração que está mesmo cuidando da cidade”, afirmou Mário Fernandes de Souza.
O secretário José Carlos Aleluia (Urbanismo e Transporte) disse que outros ascensores de Salvador também serão recuperados. “Temos projeto para a execução de obras em outros planos”. Ao final do seu discurso, ACM Neto disse que, até o final deste semestre, espera resolver outras duas pendências: o Plano Diretor e a orla, que estão judicializados. “A população já percebe que estamos fazendo o que prometi durante a campanha, ou seja, fazer mais com menos. Todos sabem que a prefeitura dispõe de poucos recursos, mas as obras estão acontecendo porque tenho muita disposição e projetos para devolver a alegria a todos os cidadãos”, afirmou.
A origem do Plano Inclinado Gonçalves é uma rampa aberta pelos jesuítas em 1610. Em 1874, o ascensor começou a funcionar com o nome de Guindaste dos Padres. Em 1889, passou a se chamar Isabel, em homenagem à princesa que acabou com a escravidão no Brasil. Depois, ganhou o nome definitivo em referência ao empresário Manoel Francisco Gonçalves, engenheiro e diretor de uma empresa que explorava os serviços de eletricidade, telefonia e transportes em Salvador.
Fonte: www.acmneto.com.br





segunda-feira, 25 de março de 2013

Enquanto Pernambuco recebe obra significativa a Bahia ganha galinhas, diz Paulo Azi




“Enquanto Pernambuco ganha obra de infraestrutura hídrica no valor de mais de R$ 5o4 milhões a Bahia ganha criatório de galinhas”. A crítica veio do deputado Paulo Azi, presidente do DEM-BA durante pronunciamento na sessão plenária desta segunda-feira, 25, na Assembleia Legislativa. Azi lembrou que na última sexta-feira o governador Jaques Wagner reuniu-se com a presidente Dilma, em Brasília, para tratar do flagelo da seca que aflige milhares de baianos e tudo que conseguiu trazer da reunião foi um aumento de carros-pipa –“não se sabe em que quantidade” – e a liberação de galinhas para que os produtores atingidos pela seca implantem criatórios e garantem temporariamente o sustento de suas famílias. “Enquanto isso a imprensa nacional nos informa sobre a presença da presidente da República em Pernambuco, hoje, anunciando significativa obra de fortalecimento aos recursos hídricos daquele estado que vai beneficiar e melhorar a vida das pessoas”,  disse Paulo Azi denunciando a falta de projetos do governo baiano. “É o reflexo da falta de prioridade e de projetos viáveis do ponto de vista econômico e social, que esse governo não tem”.

Fonte: Assessoria Democratas

Oposição deve escolher entre Geddel, Aleluia e Gualberto




O deputado estadual Bruno Reis (PRP), apresentou na noite desta segunda-feira (25), os nomes que disputam a vaga de candidato para as eleições ao governo estadual em 2014. Em entrevista ao programa Se Liga Bocão, da rádio Itapoan FM, o parlamentar garantiu que a vaga fica entre Geddel Vieira Lima (PMDB), José Carlos Aleluia (DEM) ou João Gualberto (PSDB). Segundo ele, a Bahia necessita neste momento de um especialista em gestão, justificando a escolha do PSDB por João Gualberto e não por Antonio Imbassahy. 

Reis ainda comentou sobre a saída do atual prefeito da capital, ACM Neto, para disputar as eleições estaduais, e sobre a dobradinha com o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo. “Tanto ACM Neto, como Zé Ronaldo, são as maiores lideranças da oposição neste momento, e ambos afirmaram em nossos último encontro com a bancada da oposição que não seriam candidatos, pois uma série de problemas de gestão não seriam resolvidos antes do pleito”, garantiu.

Bruno Reis comentou sobre a polêmica declaração de que educadores municipais recebem R$ 10 mil, e em relação à nota de repúdio que a direção do Sindicato dos Professores – APLB divulgou solicitando retratação e comprovação por parte do parlamentar. “O professor municipal inicia a carreira hoje com um salário de R$ 3 mil e se aposenta com cerca de R$ 10 mil”, garantiu. Sobre as declarações da APLB atacou: “Quando a gente não tem como argumentar partimos para a agressão, então ao invés da diretora confirmar ou negar ela agrediu. É porque não tem argumento para contrapor”. Em relação às provas do que disse o parlamentar garantiu que enviará a prestação de contas da Secretaria de Educação, exercício de 2012, para a redação do Bocão News.

Mais uma vez, o deputado afirmou não acreditar na construção da Ponte Salvador-Itaparica e comentou sobre outros projetos do governo estadual. “Muitos não acreditam mais devido à incapacidade do governo em não conseguir tirar do papel obras muito menores, como a passarela do Pituaçu, que levou três anos para ser construir e que será inutilizada. Ou pela meta de construir 217 km de ciclovias para a Copa, mas só 35 km ficarão prontos. A Ferrovia Oeste-Leste só tem 7% das obras iniciadas e ainda está na fase de terraplanagem. Então como é possível acreditar?”, questionou.

A nova empresa que opera o Ferry Boat, Internacional Marítima, também foi alvo de críticas do parlamentar. “A intervenção pelo governo foi feita muita tarde, além da dispensa de licitação, com contrato de R$ 20 milhões. É cedo para criticar, mas é fato que os problemas continuam, pois a empresa está do mesmo jeito”, afirmou.

A Internacional Marítima passará por sua primeira “prova de fogo” no próximo feriado da Semana Santa.

Fonte: Bocão News

terça-feira, 12 de março de 2013

Paulo Azi cobra explicação para crescimento da dívida do Estado



“Se já não convenceu em sua tentativa de negar a maquiagem das contas governamentais, o governador Jaques Wagner precisa explicar agora a razão do aumento significativo do endividamento do Estado em 2012, quando a tendência dos últimos 12 anos era de queda”, questiona o presidente estadual do Democratas, deputado estadual Paulo Azi.

Com base em dados oficiais, o parlamentar informa que a dívida consolidada do Estado passou de R$ 10,4 bilhões em 2011 para  R$ 13,4 bilhões em 2012, um aumento de 28,7%. “É um indicativo de participação crescente da entrada de empréstimos financeiros nos cofres estaduais, viabilizada  por uma política mais liberal do Governo Federal em relação ao endividamento dos Estados”, observa.

De acordo com Azi, embora com  níveis ainda confortáveis em relação ao limite legal,  a relação dívida/receita  que  em 2011 era de 54,17% passou, em 2012,  para 62,31%. “Essa variação interrompeu uma queda  que já persistia por  12 anos”, destaca, acrescentando que, pela primeira vez em 2012, os ingressos provenientes  de empréstimos, de  R$ 1,854  bilhão, superaram o pagamento de juros e amortização da dívida, de R$ 1,548 bilhão, com um saldo  de R$ 306 milhões”. 

Em 2011, por exemplo, sinaliza o presidente democrata, enquanto o estado amortizou R$1,414 bilhão, os ingressos foram de apenas R$ 448 milhões, ou seja, o Estado pagou R$ 966 milhões a mais do que recebeu em operações de crédito (empréstimos financeiros).

Paulo Azi não descarta que a situação ocorrida em 2012 permita ao Estado da Bahia aumentar seus investimentos, apoiado por uma política de expansão do endividamento, desde que os recursos sejam efetivamente utilizados em programas de investimentos. “O problema é que isso não ocorreu em algumas operações  anteriores”, desconfia. 

Por outro lado, alerta o deputado estadual, o efeito desses investimentos perde muito de sua capacidade reprodutiva em virtude da sua pulverização, que ficou claramente configurada em períodos  pré-eleitorais, o que poderá ocorrer novamente no período 2013/2014.

“Outra preocupação quanto à aplicação desses recursos está relacionada  à situação muito crítica da disponibilidade  de caixa  de recursos próprios do   Tesouro, que ficou evidente  nos Relatórios de Gestão Fiscal de 2011 e 2012”, diz Azi. 

Ele lembra que, por dois anos consecutivos, o Estado teve de lançar mão de recursos vinculados de diversas origens para cobrir  um déficit expressivo de  R$ 2 bilhões  de recursos próprios, equivalente a 10% de sua receita corrente líquida.

Azi teme que o Estado lance mão, ainda que provisoriamente, dos recursos de financiamentos para a cobertura desses recursos  “emprestados” à  fontes de vinculação legal, retardando  os investimentos previstos nas operações de crédito.  

“Com operações de crédito já aprovadas, nos últimos seis anos, no valor de R$ 8,6 bilhões, das quais R$ 6,2 bilhões, nos últimos dois anos, as perspectivas de novos ingressos  de recursos nos dois próximos anos é  expressiva, com aumento substancial da  dívida estadual”, diz o deputado. 

Ele pondera que, mesmo ainda estando a relação dívida/receita num patamar confortável, muitos analistas tem colocado em dúvida a capacidade de pagamento do Estado, por causa do aumento do endividamento, consequência do crescimento das despesas de custeio,  reduzindo as disponibilidades de recursos próprios para pagamento do débito público. 

“Em 2012, ainda sem o reflexo da amortização das novas operações, e mesmo com o aumento das transferências correntes do Governo Federal, ao contrário da frustração alegada, houve uma grande dificuldade do Estado em fazer face ao pagamento de seus fornecedores de bens e serviços, o que ocorreu com muito atraso, mesmo com a utilização irregular de  mais de R$  2 bilhões   de recursos vinculados”, denuncia Azi.

Fonte: Imprensa Democratas