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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Assaltado no Caminho das Árvores, Aleluia culpa governo por insegurança: ‘Falta estrutura’



O secretário municipal de Urbanismo e Transporte de Salvador, José Carlos Aleluia, responsabilizou, nesta quinta-feira (12), o governo do Estado pelo assalto que sofreu nesta quarta (11), no bairro do Caminho das Árvores. De acordo com ele, a gestão liderada por Jaques Wagner não tem arcado com as responsabilidades que lhe são conferidas. “O Estado não está dando segurança às pessoas, não tem dado a atenção devida à proteção da população. Isso não pode ser normal”, reclamou. Em entrevista, o líder da pasta contou que, após apontarem uma arma para seu rosto, os suspeitos levaram celulares, dinheiro e um carro alugado pela prefeitura. “Estou abalado. O pior é saber que esses que me roubaram, vão voltar a atuar pelas ruas porque a polícia não tem estrutura para detê-los. É só ir em uma delegacia para ver que todos estão trabalhando desmotivados”, opinou. 

Bahia Notícias 

A máquina da propaganda contra a verdade dos fatos



A máquina de propaganda petista, como sempre, continua a apontar para todos os lados atirando disparates, verdades parciais, mitificações e ilusões.

Na última sexta-feira, por exemplo, a presidente Dilma Rousseff fez um pronunciamento no qual afirma que o Brasil está entre os países que mais cresce no mundo.

Usou apenas os dados do segundo trimestre. Faltou dizer que quando se leva em conta os números de um ano inteiro, o Brasil está entre os lanternas de seu continente, a América Latina, no critério desenvolvimento.

Mas a área social é a grande fábrica de mitificações do governo. Tentam, a todo custo, passar a ideia de que o Brasil era um País completamente indigente em 2003, mas com a criação do programa Bolsa Família e outras ações, praticamente superamos a maioria de nossos graves programas sociais. 

Há momentos em que nem vale mais discutir de onde surgiu a ideia de um programa nacional de transferência de renda. Mas, para tirarmos as dúvidas, basta procuramos na internet vídeos em que o ex-presidente Lula agradece ao governador de Goiás, Marconi Perillo, pela ideia de unir todos os programas sociais da era FH em um só, ou outro no qual Lula ataca a concessão de bolsas à população.

O mais importante nessas horas, é ir aos fatos, em geral inimigos da máquina de propaganda petista. A realidade mostra que o Brasil está muito longe de resolver o problema da miséria.

Para começar, com a valorização da moeda americana em 40% e como o critério utilizado para definir a linha de miséria e renda é de US$ 1,15 por dia, o governo teria que admitir que milhões voltaram para miséria (no mínimo 7,2 milhões de pessoas).

Se formos considerar também o IPCA, o número de pessoas que voltou à pobreza chega a 22 milhões.

Mas, então, para sair das rusgas políticas, por que não adotamos um consenso de introduzir como critério de miséria uma combinação de fatores como renda, saneamento, educação, índice de mortalidade infantil, de longevidade entre outros? O problema é que um índice de miséria mais completo iria mostrar uma série de fragilidades das ações governamentais.

Confiram mais alguns números: o censo do IBGE, de 2010, mostrou um Brasil que a renda per capita de 60,7% das famílias brasileiras é inferior a um salário mínimo por mês. O número de famílias nessas condições é de 34,7 milhões. Em 2000, o percentual era de 66%. Houve avanços sim, mas não tão formidáveis quanto se imaginava.

O analfabetismo em idade superior a 15 anos decresceu apenas 0,25 pontos percentuais por ano na última década, caindo de 13,6% para 9,6%. No Nordeste, o índice de pessoas que não sabem ler alcança 17,6%.

O IDHM brasileiro subiu 24,1% nos anos 90, que coincide predominantemente com a gestão do PSDB/DEM, e 18,8% na década, marcada pelo governo Lula.


A média de escolaridade no Brasil: 7,2 anos, é a mais baixa do continente sul-americano, junto com o Suriname.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Propostas fantasmas



Depois dos protestos de junho, os brasileiros têm sido bombardeados com iniciativas esdrúxulas do Palácio do Planalto.

São propostas inexequíveis como a Assembleia Nacional Constituinte para discutir a reforma política, um plebiscito para o mesmo tema, os investimentos urgentes de R$ 50 bilhões na infraestrutura, ou a ideia de enviar médicos recém-formados para trabalhar obrigatoriamente nos rincões do País.

Mas os momentos turbulentos que o País vive apenas explicitaram as propostas sem pé nem cabeça. Na verdade, desde o início tem sido uma marca da gestão PT lançar programas com grande estardalhaço que não irão virar realidade.

Com ajuda da Equipe de Orçamento do Democratas, reportagem da revista Época desta semana tentou rastrear a execução dos programas lançados pelo governo Dilma, constatou que eram apenas miragem no deserto.

Mostrou a reportagem que desde o começo do governo, houve 41 cerimônias de anúncios de grandes planos. Dilma lançou 17 Planos, 15 Programas e 6 Pactos – houve festa até para entrega de ônibus escolares e compra de retroescavadeiras.

Mas os resultados foram minúsculos. Nesses espetáculos, Dilma anunciou investimentos de pelo menos R$ 1,1 trilhão até o fim de seu governo, dos quais R$ 151 bilhões viriam da iniciativa privada.“Se já tivesse cumprido metade do que prometeu e investido incríveis 25% do PIB do país, o Brasil já seria a Dinamarca”, afirmou a reportagem.

A pedido da revista Época, a assessoria do Democratas realizou um levantamento, nas contas do governo, sobre os investimentos do governo Dilma. Do orçamento de 2011, apenas 55% foram gastos. Do orçamento de 2012, apenas 31%. Em 2013, nem 5% dos investimentos autorizados foram gastos – e faltam menos de seis meses para o ano acabar.

Leia a matéria do blog do senador José Agripino: http://migre.me/ftJ60

Mas a situação ainda é mais grave. Boa parte dos grandes anúncios que o governo faz no Palácio do Planalto não tem nem mesmo um correspondente orçamentário para ser acompanhado.

Em outras palavras, o governo lança o programa mas não sabe nem de onde nem como irão sair os recursos. Além disso, não há projetos, projeções ou mesmo equipe para tratar dos planos. Seria o mesmo que uma empresa lançasse uma grande campanha de publicidade para um produto que não existe.

O repórter da revista Época, Murilo Ramos, resolveu bater às portas do Ministério das Cidades para ver como anda a promessa da presidente Dilma de investir R$ 50 bilhões para mobilidade urbana. Avisaram ao jornalista que ainda não contam com os projetos.

Confira no site da revista CBN o relato do repórter sobre seu périplo em busca de informações:  http://migre.me/ftK92.


Mas em um setor do governo não falta recursos nem ideias: o marketing. Desde o começo da gestão Dilma, o governo gastou R$ 382 milhões em publicidade institucional.

terça-feira, 9 de julho de 2013

O martírio de Dilma



Até mesmo para fugir do tiroteio dos aliados que gritam “fora Dilma e volta Lula!”, marqueteiros e emissários do governo tentam passar uma mensagem de otimismo. Apostam que a presidente irá recuperar seus grandes índices de popularidade até outubro.

Invocam até a trajetória do ex-presidente Lula no mensalão, que após sangrar durante quase um ano, sagrou-se vencedor nas eleições presidenciais de 2006.

Mas ao apresentar esse tipo de análise, os ainda defensores de Dilma deixam de lado dois fatores fundamentais.

Um deles é político: mesmo com 39 ministérios, a base governista está esfacelada. Partidos como PP, PSB, PDT e mesmo o ultragovernista PSD de Kassab já recuam do apoio automático a Dilma em 2013.

A desarticulação política é tão grande que a presidente Dilma precisou divulgar, no último sábado, uma nota em que nega que fará uma reforma ministerial.

Mas a safra de más notícias para o governo vem principalmente na economia. Enquanto, a partir de 2006, Lula passou a se beneficiar do forte crescimento econômico e do consumo, a trajetória para Dilma parece estar descendente. Alguns índices do governo mostram isso com clareza.

A criação de emprego reduziu 48% em maio com relação a abril. Os 72 mil novos postos de trabalho são o pior resultado desde 1992. No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, segundo o Ministério do Trabalho, foram criadas 669,2 mil vagas formais de emprego. Isso representa uma queda de 23,7% frente ao mesmo período do ano passado – quando foram abertas 878 mil vagas

A indústria caiu 2% de maio em relação a abril. A queda atingiu 20 dos 27 setores analisados pelo IBGE.

A balança comercial registrou o pior déficit em 18 anos, de US$ 3 bilhões no primeiro semestre deste ano. As exportações somaram R$ 114,5 bilhões e as importações R$ 117,5 bilhões.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu, quinta-feira passada, a previsão de crescimento da economia brasileira para 2% neste ano. A estimativa anterior era de que o Produto Interno Bruto (PIB) crescesse 3,2%. O mesmo ocorre com a OCDE, que prevê mais crescimento para os EUA e países da zona do Euro e paralisia no Brasil.

A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou o primeiro semestre com uma queda de 22,14%, o pior resultado para o período de início de ano desde 1972. Quando se leva em conta também o período de fim de ano, a Bovespa teve em 2013 o pior desempenho semestral desde 2008, quando caiu 44% no segundo semestre.

E para lidar com a situação, o governo deteriora ainda mais as contas públicas. Levantamento do economista Mansueto Almeida mostra que o governo tem esvaziado cofres para ajudar bancos públicos.

Em maio deste ano o volume emprestado pelos bancos públicos (R$ 1,23 trilhões) praticamente empatou com o volume emprestado pelos bancos privados (R$ 1,25 trilhões) e, nos próximos meses, os bancos públicos devem ultrapassar o volume de empréstimos dos bancos privados.

O total dos empréstimos do Tesouro Nacional para bancos públicos era de apenas R$ 14 bilhões (0,4% do PIB), no final de 2007, e passou para R$ 406 bilhões, (9,22% do PIB) no final de 2012.

Como o governo não tinha recursos suficientes para fazer essa expansão de crédito via bancos oficiais, o resultado foi o aumento da dívida pública.

A dívida bruta no Brasil pelo critério do FMI era de 68% do PIB no final de 2012. Esse valor é o dobro da dívida pública bruta média dos 20 maiores países emergentes (33,7% do PIB). A dívida mobiliária do país atualmente é de R$ 1,84 trilhão.

A conta do prejuízo tem sido bancada pelo Tesouro por meio de repasses ao BNDES. O patrimônio do banco, por sua vez, encolheu 38% entre março de 2011 e março de 2013, enquanto a média de cinco grandes bancos públicos e privados registrou crescimento de 25%. É o que mostra levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) divulgado hoje pelo Estadão.

Do ponto de vista do resultado, essa forte expansão do crédito dos bancos públicos não alterou a taxa de investimento no Brasil que continua abaixo de 20% do PIB.

Enquanto isso, em 2006 o Brasil cresceu 4% e a inflação foi de apenas 3,14%. Menos da metade da taxa de 6,7% registrada nos últimos doze meses.


Nada é impossível na política, mas colocadas todas as cartas na mesa, é possível dizer que o desafio de Dilma para 2014 é muito mais tortuoso do que o de Lula em 2006.

Fonte: Assessora Democratas 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Os porquês do desastre




Foram os fatores da maior trapalhada do século no Brasil:

Um governo prepotente e surdo às críticas.

Um governo que se move a partir do marqueteiro de campanha da presidente.

Um governo com 39 ministros, mas todos com menos poder do que o tal marqueteiro.

Um governo que não costuma ouvir nem mesmo os aliados da base de sustentação e isola o vice-presidente da República.

Um governo que se acostumou a fazer propaganda de obras antes que elas se tornem projetos, e nunca as entrega.

Um governo incapaz de perceber que o crescimento econômico obtido se deve tanto a fatores internacionais do que decisões internas; que se acha o único responsável por qualquer caso de sucesso ocorrido no Brasil.

Um governo incapaz de perceber, portanto, que os altos índices de popularidades obtidos possuem razões que fogem de seu controle.

Um governo incapaz de reconhecer que as gestões anteriores também construíram o Brasil.

Um governo que passou a confundir consumo com cidadania.

Um governo que anestesiou certos grupos, denominou-os movimentos sociais, e deixou de lado as demais parcelas organizadas e (desorganizadas) da sociedade.

Um governo com a maior base parlamentar de todos os tempos, mas incapaz de promover reformas no Estado.

Um governo que considera a oposição como inimiga e não como adversária.

Um governo controlado por um partido que jogou fora suas antigas ideias e ainda tem dificuldade de se adaptar às novas.

Um governo que quando defrontado com más-notícias culpa os mensageiros, os meios de comunicação.

Some-se a esse governo:

Uma revolta popular gigantesca e difusa. Contra tudo e todos.

Um país ressentido por tanta propaganda e péssimos serviços públicos.

A volta da inflação a corroer a renda dos mais pobres.

A estagnação do crescimento econômico.


O que faz a presidente desse governo frente a essa situação?

Propõe uma Assembleia Nacional Constituinte por meio de um plebiscito para discutir reforma política levando em conta principalmente o que diz o marqueteiro e um ex-presidente notório por ser antes de tudo um marqueteiro.

Propõe algo complexo e juridicamente controverso sem ouvir nenhum jurista ou especialista a área.

Sempre levando em conta o marketing, propõe essa Assembleia Nacional Constituinte por meio de cadeia de rádio e televisão, com a presença de governadores e prefeitos da capital, convocados a Brasília.

Tenta tirar a responsabilidade de si, jogando as soluções dos problemas para o Congresso.

O que ocorre depois?

A começar pela oposição, uma saraivada de críticas justas sobre a ilegalidade da proposta, os riscos da medida, o populismo do anúncio.  

As críticas se alastram entre os integrantes da base aliada e do próprio governo.

Juristas, analistas, engrossam o coro.

As ruas não se movem para apoiar a proposta, como sonhava o governo.


Resultado:

O governo, talvez pela primeira vez, percebe que errou.

Um recuo vexaminoso que ficará marcado como uma das maiores equívocos da história do Brasil.


A desmoralização definitiva de um governo tão obcecado em se autopromover que se esqueceu do País real. 

Fonte: Imprensa Democratas 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Dez razões para vaiar Dilma Rousseff e o PT




Em uma democracia, pode-se dizer que as vaias às autoridades são quase inevitáveis. Refletem certo descontentamento com o trabalho dos administradores, com os serviços públicos, com a qualidade de vida.

No caso dos eventos esportivos, as vaias podem significar também um protesto bem-humorado da população contra qualquer um que quiser se aproveitar da festa.

E a vaia contra a presidente da República, Dilma Rousseff, no último sábado, em Brasília, na partida entre Brasil e Japão na abertura da Copa das Confederações? Qual foi a razão?  

Cada uma das milhares de pessoas que vaiou a presidente possui suas razões em particular. Porém, motivos é que não faltam para protestar, pacificamente, contra Dilma Rousseff e, sobretudo, o seu partido, o PT.  

Abaixo, apenas uma pequena lista de motivos, entre muitos outros, pelos quais os apupos podem ser justificados:

Primeiro motivo: o governo desprezou por meses os sinais de que a inflação pode estar voltando. O resultado é que apenas a alta de preços do último ano fez 22 milhões de brasileiros voltarem para abaixo da linha da miséria.

Segundo motivo: a promessa era de que não haveria grande quantidade de recursos públicos na construção dos estádios para a Copa. Nada disso ocorreu. Apenas em Brasília foram R$ 1,5 bilhão principalmente de dinheiro do governo do DF na reconstrução do estádio. Sem falar que a maioria das obras de mobilidade urbana não será entregue no prazo correto - se ficarem prontas um dia.


Terceiro motivo: após ter como mote de campanha o discurso agressivo contra as privatizações, o governo não só privatiza, mas também utilizará o dinheiro para obter superávit primário.

Quarto motivo: prometidas para 2010, as principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento mal saíram do lugar no governo Dilma Rousseff. Ações como a transposição do rio São Francisco, a refinaria Abreu e Lima, a ferrovia Transnordestina, e muitas outras, estão melancolicamente paralisadas.

Quinto motivo: o partido de Dilma, o PT, com certeza, merece uma grande vaia ao tentar obsessivamente controlar os meios de comunicações. O objetivo oculto, como se sabe, é não deixar passar as denúncias contra o próprio governo ou mesmo contra seus próprios integrantes, vide o caso dos mensaleiros.

Sexto motivo: o crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro na era Dilma é um vexame internacional. Na América do Sul, ano passado, fomos melhores apenas do que o Paraguai. Este ano iremos superar apenas a Venezuela.

Sétimo motivo: por ter abandonado o modelo macroeconômico que garantiu a estabilidade financeira do Brasil por quase duas décadas. Estamos com baixa taxa de investimento, déficit externo crescente, contas públicas deterioradas, e credibilidade abalada.

Oitavo motivo: por desprezar os verdadeiros responsáveis pela prosperidade no Brasil como os produtores do campo. Por deixar o País pouco competitivo, sem condições de competir tanto no mercado interno quanto externo.

Nono motivo: por, na verdade, nunca ter feito um combate sério contra corrupção e ter recebido de volta praticamente todos os demitidos na ilusória faxina ética de 2011.

Décimo motivo: por ignorar solenemente os principais problemas e tentar culpar a oposição pelo clima de insatisfação que cresce no Brasil.


Fonte: Assessoria Democratas

quarta-feira, 12 de junho de 2013

PAC: muito glacê para pouco bolo




A ideia, sem dúvida, foi genial: uma ação de governo que se aproveitasse do resultado de todos os agentes econômicos do País.

Empreendimentos privados, ações públicas, pedidos de financiamentos, planos para o futuro, projetos mirabolantes que nunca sairão do papel. Tudo isso seria encampado sob uma única marca, um único slogan. E o governo ganharia sozinho.

Nascia assim, em 2007, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Agora atende pelo nome de PAC 2, apesar de o PAC 1 ter se mexido menos do que se divulgou.

Apenas devido ao artifício de colocar todo o Brasil sob um mesmo guarda-chuva que o governo pôde fazer como na última segunda-feira. Chamou a imprensa e anunciou que a quantidade de investimentos do PAC 2, de 2011 até agora, é de R$ 557,4 bilhões.

Mas o que está por trás desse resultado de fato impressionante do PAC?  

Para começar, R$113,9 bilhões foram de ações de entes privados. Empresários que acreditam no País apesar da alta carga-tributária, das estradas em péssimas condições da falta de ambiente competitivo para investir.

Outros R$ 178 bilhões correspondem a financiamentos habitacionais, dinheiro que deverá ser pago de volta pela a população.

 R$ 152,2 bilhões são de investimentos de empresas estatais, que salvam o PAC de um vexame maior.

A assessoria de orçamento do Democratas fez uma consulta junto ao Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI) para saber qual é, finalmente, o papel do Tesouro no PAC 2.

Resultado: o valor corresponde a R$ 50,6 bilhões, 9,1% do número total anunciado na segunda-feira pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior.

Pode se concluir que o PAC bem menor do que o governo diz que é.

E esse valor de cinquenta bilhões ainda revela má-gerência orçamentária, pois equivale a somente 32,8% dos R$ 154,3 bilhões reservados para o PAC nos orçamentos de 2011 a 2013.

Para chegar ao montante de R$ 50 bilhões, o governo ainda se aproveita de R$ 994 milhões de restos a pagar de anos anteriores a 2010, que oficialmente pertencem apenas ao PAC 1. Mas o que são 1 bilhão quando se aproveitam indevidamente de muito mais de cem bilhões?

No fim das contas, sobra muito pouco para os 39 ministérios de Dilma Rousseff investirem em algum lugar. O que diz o SIAFI:

·        O Ministério da Ciência e Tecnologia só investiu 17,5% do que se previa de 2011 até agora.
·        O Ministério do Trabalho, 35,6%;
·        O Ministério do Desenvolvimento Agrário, 13,8%;
·        O Ministério das Cidades, 36,6%;
·        O Ministério da Integração Nacional, 22%.

Já o suposto grande número de obras concluídas (54,9%), deixa de lado as principais ações do PAC como a Transposição do rio São Francisco, as ferrovias Transnordestina e Norte-Sul, a refinaria Abreu e Lima, entre outras, que estão sem prazo para terminar, apesar de previstas para 2010. 

Por essas e outras, desde que a presidente Dilma Rousseff assumiu, o Brasil foi o País que mais retrocedeu no ranking de competitividade do World Competitiveness Yearbook (IMD): 13 posições desde 2010. Atualmente, o País ocupa a 51ª posição em sessenta países. A impossibilidade de exportar a superssafra obtida este ano é uma evidência lamentável do gargalo competitivo.

A verdade é que ao lado de maquiagens orçamentárias e divulgações pirotécnicas do PAC, convivemos com grandes obras paradas e atrasadas em todas as regiões do Brasil. O que funciona no PAC, não é o PAC do governo.

Como afirmou o presidente do Democratas, José Agripino: “Apesar do esforço em mostrar um País em movimento, o governo do PT é apenas bom de promessa, e propaganda, mas ruim de entregar obras prontas”.

Fonte: Imprensa Democratas  

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O perdão aos ditadores facínoras



Aos olhos do mundo e dos próprios brasileiros, o governo tentou passar a imagem de magnânimo e solidário ao anunciar o perdão das dívidas de 12 países africanos, no total de US$ 840 milhões.  

O anúncio ocorreu semana passada, na Etiópia, durante a visita da presidente Dilma Rousseff, que tirou foto sorridente com os líderes africanos presentes.

Mas a história verdadeira, soube-se depois. Boa parte dos presidentes dos países ajudados é composta por facínoras que além de estarem milionários (ou bilionários) se notabilizaram por massacrar habitantes de suas próprias nações.

Por exemplo, Denis Sassou Nguesco, presidente do Congo-Brazzaville, é um bilionário com 16 imóveis em Paris, na França. Enquanto isso, 70% da população do país vive com menos de US$ 1 por dia. O patrimônio pessoal de Nguesco é maior do que a dívida perdoada de US$ 352 milhões.

Outro perdoado pelo Brasil, Teodoro Obiang, presidente da Guiné-Equatorial, comprou um tríplex de 2 mil metros quadrados na avenida Vieira Souto, no Rio de Janeiro, avaliado em US$ 10 milhões em 2010. Foi considerada a maior transação imobiliária da história do Rio de Janeiro envolvendo um imóvel particular.  

Ditador da Guiné Equatorial há 34 anos, Obiang ainda possui uma frota de 32 automóveis de altíssimo luxo como Rolls-Royce, Ferrari, Porsche, entre outros. Mesmo assim, matinha o calote na dívida de US$ 12 milhões com o Brasil.

Outro presidente na lista do perdão, o líder do Sudão, Omar al-Bashir, está há 24 anos de poder como um ditador sanguinário. Acumula dois mandados internacionais de prisão e US$ 9 bilhões em paraísos fiscais, segundo um promotor do Tribunal Penal Internacional. Sua dívida perdoada é de US$ 43 milhões – nada a comparada a seu patrimônio.

Mas a mão amiga do Brasil na cabeça dos ditadores africanos não foi de graça. Serve para atender interesses bem específicos. Empresas brasileiras querem atuar nesses países por meio de financiamentos do BNDES. Ocorre que a lei brasileira proíbe benefícios aos países que não tem pagado suas dívidas com o Brasil. O problema seria resolvido com a anistia.

Daí, seria até possível pensar: “tudo bem, estamos ajudando as empresas brasileiras”. Mas, aprofundando-se no assunto, percebe-se mais uma história mal contada: as empresas que querer fazer negócios na África são as mesmas financiadoras de campanha do PT. Fecha-se o ciclo.

Por sorte, o Senado brasileiro, a quem cabe dar a palavra final ao indulto, está atento às tenebrosas transações do governo brasileiro. Ontem, o relator do perdão das dívidas, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), se negou a apresentar seu parecer na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) sobre a questão.

Os senadores querem analisar as dívidas caso a caso. Por enquanto, as mensagens presidenciais que já chegaram beneficiam cinco dos 12 países listados por Dilma: Congo-Kinshasa (US$ 4,7 milhões), Congo-Brazzaville (US$ 352,6 milhões), Zâmbia (US$ 113,4 milhões), Tanzânia (US$ 236,9 milhões) e Costa do Marfim (US$ 1,2 milhão).

O presidente do Democratas, José Agripino Maia, foi um dos que questionou a iniciativa do governo. “A dívida de 350 mil inadimplentes do semiárido do Nordeste, que enfrenta a pior seca dos últimos 50 anos, soma R$ 2,2 bilhões. Mas, ao invés de perdoar, o governo vem renegociando a conta gotas e as dívidas viram bola de neve”, afirmou.


Por trás da boa intenção anunciada, mais uma vez é o governo jogando com a boa-fé das pessoas e tentando se dar bem de maneira não muito republicana. Como se vê, a tentativa do PT é sempre buscar obter dividendos políticos até mesmo em práticas para lá de questionáveis.

Fonte: Assessoria Democratas