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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

O buraco industrial



O IBGE anunciou o novo número de ocupação na indústria brasileira: queda de 0,2% em julho.

No acumulado do ano, a queda é de 0,8% e nos últimos doze meses o resultado é de -1,2%.

Em comparação com julho do ano anterior a queda é de 0,8%, o 22o índice negativo consecutivo.

O impacto negativo ocorreu em 12 dos 14 locais pesquisados e em 12 de 18 setores da indústria. Entre os setores que tiveram alta estão fumo (6,8%), borracha e plástico (3,4%), alimentos e bebidas (1,8%), meios de transporte (1,5%), produtos químicos (1,4%), indústrias extrativistas (0,8%) e metalurgia básica (0,2%).

Mas salta aos olhos as quedas em alguns setores:
·      Calçados e couro (-5,5%)
·      Madeira (-5%)
·      Refino de petróleo e álcool (-4,8%)
·      Produtos de indústria de transformação: (-3,6%)
·      Produtos de metal (-3,5%)
·      Têxtil (-4%)

Nos últimos doze anos, a  queda na ocupação foi registrada principalmente no Nordeste (-4,3%), puxada por Pernambuco (-5,3%) e Bahia (-7,4%).

Em um ano, são expressivas as quedas em alguns setores como a indústria de calçados  (-5,5%), refino de petróleo e produção de álcool (-14,4%).

Os números de ocupação da indústria assim como da produção industrial caem há algum tempo. Ao mesmo tempo, os índices de consumo do país continuam em alta, apesar de leve desaceleração. De acordo com o IBGE, o volume de vendas no comércio subiu 5,5% nos últimos anos.

No Brasil o crescimento das vendas no comércio foi de 106% nos últimos dez anos, fruto da política aberta do governo do PT em estimular o consumo em detrimento da competitividade de nossa produção e da infraestrutura. 

O problema é que a nação começa a pagar o preço. Os números da  indústria mostram que nossos produtos, mesmo de qualidade, não conseguem mais fazer frente ao que vem de fora no momento de suprir a demanda do comércio.

E nem mesmo a desvalorização do Real parece compensar tantos impostos, tantas dificuldades para a venda, tanta burocracia. 

Esses números da indústria mostram que a decisão “estratégica” do governo de focar no consumo e esquecer outros setores da economia acabou por asfixiar o país. O resultado a longo prazo, sem correção de rumo, é que fiquemos sem poder consumir e produzir.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Rumo abaixo na competitividade



Pela mitologia oficial, o Brasil é governado por uma grande gerente. Mas os fatos teimam em mostrar que a propaganda é falsa.

Ontem, por exemplo, o Fórum Econômico Mundial informou que o Brasil passou da 48ª para a 56ª colocação no ranking internacional de competitividade, que reúne 148 países.

Pesaram para a queda na competitividade brasileira fatores como a deterioração da macroeconomia, a falta de infraestrutura básica e o pessimismo dos empresários.
Na prática, o País voltou para a colocação que exibia em 2009 e foi ultrapassado por nações como México, Costa Rica, África do Sul e Portugal, que, apesar da crise europeia, caiu menos que o Brasil.

Corroboram o ranking números que foram divulgados ontem sobre a economia brasileira como a redução de 2% da produção industrial de julho em comparação com junho. Com isso, o indicador acumula crescimento de 2% no ano e de apenas 0,6% nos últimos 12 meses.

A queda setorial que mais afetou a indústria foi a redução de 5,4% na produção de veículos automotores no período. 

Além disso, o saldo comercial dos primeiros oito meses do ano foi bastante negativo: importações maiores do que exportações em US$ 3,8 bilhões, o pior resultado em 18 anos.

O ranking do Fórum Econômico Mundial é o segundo resultado negativo em listas de competitividade para o Brasil neste ano. Em outro levantamento, divulgado em maio pelo International Institute for Management Development (IMD), o País ficou em 51º lugar entre 60.

A Suíça liderou a lista das economias mais competitivas pelo quinto ano consecutivo, seguida por Cingapura e Finlândia. Alemanha e Estados Unidos completam os cinco primeiros postos.

Dos cinco países do Brics, a China (29º lugar) segue líder, seguida pela África do Sul (53º), Brasil (56º), índia (60°) e Rússia (64º). No Brics, somente a Rússia melhorou a posição no ranking, subindo três colocações. O Brasil teve a queda mais brusca, África do Sul e Índia caíram uma posição e a China manteve a mesma colocação.

Na América Latina, o Brasil ficou atrás do Chile que, na 34ª posição lidera o  ranking regional, do Panamá (40º lugar), da Costa Rica (54°) e do México (55º). A Argentina foi o país do Hemisfério Sul que teve a maior queda, de dez posições chegando à posição 104ª. A Venezuela caiu para a posição 134.

Segundo o relatório, Argentina e Venezuela apresentam um quadro crítico em seus fatores institucionais e macroeconômicos.


Enquanto isso, como estão as obras e ações para melhorar a competitividade brasileira? A ferrovia Transnordestina está paralisada com a saída da empresa Oderbrecht do consórcio, a melhoria nas estradas e ferrovias está à espera das concessões à iniciativa privada, as refinarias nunca são inauguradas, as vias para os portos estão congestionadas de caminhões, a reforma tributária não sai do papel, os gastos de custeio não param de aumentar e por aí vai...

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Democratas contra explosão de Ministérios e estatais



O governo não para de criar órgãos estatais. Virou farra total. E essa onda não está fazendo com que haja mais investimento na economia, pelo contrário. O Estado torra cada vez mais os recursos públicos que deveriam ser destinados à melhoria das condições de vida da população.

A extrema facilidade de deliberação legislativa impulsionou o crescimento do número de estatais e Ministérios no Brasil na última década. Hoje, a Constituição permite a criação de órgãos públicos por lei ordinária, ou seja, por maioria simples. E também abre brecha para a edição de medidas provisórias sobre o tema.

Diante da crescente farra com o dinheiro público e fiel à formulação programática liberal do Democratas, o senador José Agripino Maia (RN) apresentou esta semana uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que dificulta e enrijece a criação de Ministérios e estatais no país.

Pela PEC do senador, ministérios, órgãos e entidades da administração pública só poderão ser criados por meio de lei complementar. A proposta também proíbe expressamente a utilização de medida provisória com essas finalidades.

A aprovação de lei complementar é mais complicada porque exige quórum de maioria absoluta e votação nominal em dois turnos no plenário. Já as leis ordinárias e medidas provisórias precisam apenas da aprovação da maioria simples, que é a metade mais um dos presentes, e são votadas em apenas um turno.

Confira a íntegra da PEC: http://migre.me/fp3T8 

A ideia do presidente do DEM é frear a gastança pública e o vício estatizante do governo petista. O Brasil precisa de mais eficiência e menos desperdício.

“Dessa forma, somente serão criadas novos órgãos quando for efetivamente necessário para melhorar a gestão pública, evitando-se a proliferação de instituições desnecessárias, que acabam se tornando verdadeiros cabides de empregos, monumentos à ineficiência, sugando recursos públicos e aumentando o custo Brasil”, diz Agripino na justificação da PEC.

O ranço de criar estatais foi ressuscitado nos últimos dez anos. De acordo com o Ministério do Planejamento, o país conta hoje com 150 empresas estatais – 43 a mais do que em janeiro de 2003. É uma curva que contraria o movimento ocorrido no governo Fernando Henrique Cardoso, quando a lista de estatais foi reduzida de 145 para 107.

A criação de ministérios também foi acelerada. A conhecida Esplanada dos Ministérios abrigava 21 ministros e secretários em 2002, e termina o ano de 2013 com 39 ministérios.

Dilma ainda pode ampliar esse recorde e chegar a 40ª pasta, se cumprir a promessa de criar o Ministério da Irrigação Nacional, feita aos governadores do Nordeste no início de 2012.

Trinta e nove ministérios revelam muito sobre uma questão peculiar: a falta de foco e de estratégia do governo, que gasta descontroladamente o dinheiro do contribuinte e afeta a capacidade de investimento da nossa economia. 
Somando o custeio de toda a máquina do governo federal - sem considerar investimentos -, o gasto é exorbitante: R$ 611 bilhões por ano.

Pela inépcia de muitos administradores e pelo inchaço de muitos setores, a máquina pública brasileira nunca foi reconhecida pela eficiência. As estatais, por exemplo, além de protagonizarem rotineiros casos de corrupção, são lentas e dispendiosas.

Só um exemplo: a Valec, estatal responsável pela construção de ferrovias, gastou apenas 39,8% do total de recursos dos orçamentos de 2011 a 2013 para as obras no setor. O percentual equivale a R$ 2,7 bilhões dos R$ 6,8 bilhões reservados inicialmente.

Em 2012, o TCU identificou que a compra de dormentes e acessórios para implantar parte do trecho da Ferrovia Norte-Sul e da Ferrovia Oeste-Leste teve seu orçamento inflado em R$ 400 milhões.

O Estado brasileiro não pode mais continuar centralizando as decisões e tentando resolver todos os problemas com o consequente inchaço e ineficiência administrativa. É hora de frear os delírios estatistas do atual governo.


“A aprovação desta PEC certamente contribuirá para a modernização da estrutura administrativa brasileira, a redução do gasto público e da ineficiência, e para a valorização do poder Legislativo”, diz o senador José Agripino, presidente do DEM.


terça-feira, 9 de julho de 2013

O martírio de Dilma



Até mesmo para fugir do tiroteio dos aliados que gritam “fora Dilma e volta Lula!”, marqueteiros e emissários do governo tentam passar uma mensagem de otimismo. Apostam que a presidente irá recuperar seus grandes índices de popularidade até outubro.

Invocam até a trajetória do ex-presidente Lula no mensalão, que após sangrar durante quase um ano, sagrou-se vencedor nas eleições presidenciais de 2006.

Mas ao apresentar esse tipo de análise, os ainda defensores de Dilma deixam de lado dois fatores fundamentais.

Um deles é político: mesmo com 39 ministérios, a base governista está esfacelada. Partidos como PP, PSB, PDT e mesmo o ultragovernista PSD de Kassab já recuam do apoio automático a Dilma em 2013.

A desarticulação política é tão grande que a presidente Dilma precisou divulgar, no último sábado, uma nota em que nega que fará uma reforma ministerial.

Mas a safra de más notícias para o governo vem principalmente na economia. Enquanto, a partir de 2006, Lula passou a se beneficiar do forte crescimento econômico e do consumo, a trajetória para Dilma parece estar descendente. Alguns índices do governo mostram isso com clareza.

A criação de emprego reduziu 48% em maio com relação a abril. Os 72 mil novos postos de trabalho são o pior resultado desde 1992. No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, segundo o Ministério do Trabalho, foram criadas 669,2 mil vagas formais de emprego. Isso representa uma queda de 23,7% frente ao mesmo período do ano passado – quando foram abertas 878 mil vagas

A indústria caiu 2% de maio em relação a abril. A queda atingiu 20 dos 27 setores analisados pelo IBGE.

A balança comercial registrou o pior déficit em 18 anos, de US$ 3 bilhões no primeiro semestre deste ano. As exportações somaram R$ 114,5 bilhões e as importações R$ 117,5 bilhões.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu, quinta-feira passada, a previsão de crescimento da economia brasileira para 2% neste ano. A estimativa anterior era de que o Produto Interno Bruto (PIB) crescesse 3,2%. O mesmo ocorre com a OCDE, que prevê mais crescimento para os EUA e países da zona do Euro e paralisia no Brasil.

A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou o primeiro semestre com uma queda de 22,14%, o pior resultado para o período de início de ano desde 1972. Quando se leva em conta também o período de fim de ano, a Bovespa teve em 2013 o pior desempenho semestral desde 2008, quando caiu 44% no segundo semestre.

E para lidar com a situação, o governo deteriora ainda mais as contas públicas. Levantamento do economista Mansueto Almeida mostra que o governo tem esvaziado cofres para ajudar bancos públicos.

Em maio deste ano o volume emprestado pelos bancos públicos (R$ 1,23 trilhões) praticamente empatou com o volume emprestado pelos bancos privados (R$ 1,25 trilhões) e, nos próximos meses, os bancos públicos devem ultrapassar o volume de empréstimos dos bancos privados.

O total dos empréstimos do Tesouro Nacional para bancos públicos era de apenas R$ 14 bilhões (0,4% do PIB), no final de 2007, e passou para R$ 406 bilhões, (9,22% do PIB) no final de 2012.

Como o governo não tinha recursos suficientes para fazer essa expansão de crédito via bancos oficiais, o resultado foi o aumento da dívida pública.

A dívida bruta no Brasil pelo critério do FMI era de 68% do PIB no final de 2012. Esse valor é o dobro da dívida pública bruta média dos 20 maiores países emergentes (33,7% do PIB). A dívida mobiliária do país atualmente é de R$ 1,84 trilhão.

A conta do prejuízo tem sido bancada pelo Tesouro por meio de repasses ao BNDES. O patrimônio do banco, por sua vez, encolheu 38% entre março de 2011 e março de 2013, enquanto a média de cinco grandes bancos públicos e privados registrou crescimento de 25%. É o que mostra levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) divulgado hoje pelo Estadão.

Do ponto de vista do resultado, essa forte expansão do crédito dos bancos públicos não alterou a taxa de investimento no Brasil que continua abaixo de 20% do PIB.

Enquanto isso, em 2006 o Brasil cresceu 4% e a inflação foi de apenas 3,14%. Menos da metade da taxa de 6,7% registrada nos últimos doze meses.


Nada é impossível na política, mas colocadas todas as cartas na mesa, é possível dizer que o desafio de Dilma para 2014 é muito mais tortuoso do que o de Lula em 2006.

Fonte: Assessora Democratas 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Economia está mal e culpa é do governo, acusa Agripino



A economia brasileira passa por um momento de grandes dificuldades, enfrentando inclusive uma fuga de capitais. O baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e a queda na bolsa de valores são reflexos disso. E o principal responsável por tal situação é o governo federal. A avaliação é de um dos principais líderes da oposição no Congresso, o senador José Agripino (DEM-RN).
Nos últimos 24 meses, o Brasil viveu um momento de excelentes condições para um crescimento exponencial, com juros baixos, câmbio favorável e financiamentos em condições favoráveis, mas o país cresceu a menos de 1% – assinalou ele nesta quarta-feira (12).
Entre os problemas apontados pelo senador estão a estrutura administrativa do governo federal, “que é ineficiente, pesada e mastodôntica”. Ele ressaltou que “uma gestão é eficiente não quando o governante é eficiente, mas quando sua equipe é eficiente e os escalões intermediários, até lá embaixo, são formados por gente qualificada, por gente que é do ramo”.
Mas o que se vê hoje são ministros do PT, PMDB e PR [partidos da base aliada], enquanto nos escalões intermediários é tudo nomeação política sem a devida qualificação – criticou.
Também prejudica a economia, segundo o senador, o fato de que o governo é “gastador”. Exemplo disso, sublinhou, foi a criação do 39º ministério: a Secretaria da Micro e Pequena Empresa. Tal postura, argumentou, explica por que o país tem uma das maiores cargas tributárias do mundo.
FUGA DE CAPITAIS

Outro reflexo da má atuação do governo, de acordo com Agripino, seria a queda nas cotações da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Ao lembrar que essa bolsa está “ancorada”, basicamente, em dois papéis (Petrobras e Vale), o senador observou que ambas as empresas sofreram uma “intervenção perversa” do governo.
Repetindo uma crítica comum entre a oposição, Agripino disse que o governo fez da Petrobras um instrumento de contenção da inflação “e matou a galinha dos ovos de ouro”. Também afirmou que o Planalto impôs um nome no conselho de administração da Vale.
O mercado é sensível a isso. Os investidores estão indo embora. A culpa é do governo – protestou.

Fonte: Agência Senado

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Inflação chega a 6,5% em 12 meses, bate na meta e deve subir mais



A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços Consumidor Amplo (IPCA) tende a ultrapassar em junho o teto da meta do governo, de 6,50%, no acumulado em 12 meses. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), neste mês, há uma série de altas de preços administrados e questões metodológicas que permitem prever uma alta relevante na inflação de junho.

Para a formação do IPCA em 12 meses, o instituto irá desconsiderar uma alta de 0,08% relativa a junho de 2012 para utilizar outra maior, de 0,43% relativa a julho. Entre os preços administrados, o índice de inflação deste mês sofrerá influência das altas das tarifas de ônibus urbano no Rio de Janeiro (7,27%), e em São Paulo (6,75%); da água e esgoto em Belo Horizonte (5,25%) e Fortaleza (8,51%); e do trem em São Paulo (6,75).
O IPCA de maio ficou em 0,37% em maio ante 0,55% em abril. Em abril, ele já havia ficado praticamente no teto da meta do governo, em 6,49%.


Na divulgação, o IBGE destacou o comportamento dos alimentos e bebidas, "que apresentou forte desaceleração ao passar de 0,96% em abril para 0,31% em maio, trazendo o impacto para o índice de 0,24 para 0,08 ponto porcentual, respectivamente". O grupo, porém, na avaliação de especialistas teve impacto sazonal e nos próximos meses pode voltar a pressionar a inflação.
Mesmo com a desaceleração de maio, a dinâmica inflacionária não é das melhores. Ao excluir dos cálculos os preços dos alimentos, o índice de difusão de maio (que representa o porcentual de preços de itens em alta do IPCA) teria uma taxa de 67,60%, frente a um aumento de 67,10% anteriormente, de acordo com o Besi Brasil.
"Acreditamos que será um movimento temporário e o IPCA tende a acelerar daqui para frente, voltando para 0,50% no quarto trimestre. Não acreditamos em melhora consistente da dinâmica da inflação no médio prazo", avaliaram o economista-sênior do banco, Flávio, Serrano, e o economista-chefe, Jankiel Santos, em relatório.
De acordo com os economistas, mesmo considerando a avaliação mais "hawkish" (conservadora) do Banco Central, o governo já sinalizou a intenção de manter a expansão de gastos correntes, na tentativa de impulsionar o crescimento econômico, o que também tende a elevar a inflação, segundo eles.

"Recentemente, elevamos nossa projeção de fim de ano para a taxa básica de juros para 8,75%, mas o ajuste da política monetária não seria suficiente para trazer a inflação para 4,5% (centro da meta) em um futuro próximo. Prevemos 6,0% em 2013 e 5,7% em 2014 para o IPCA", estimaram.
Fonte: Estadão.com.br 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Câmara de Salvador aprova reforma tributária




Por 30 votos a 12, a Câmara Municipal de Salvador aprovou na madrugada desta quinta-feira, 6, os projetos de lei (160/2013 e 161/2013) que tratam da reforma tributária do município.

De acordo com a assessoria da Câmara, a votação do projeto nº 160/2013, com 123 artigos e 75 emendas, foi mais demorada por causa da complexidade da proposta e da necessidade de debates. Após a apresentação das emendas, o presidente da Casa Legislativa, o vereador Paulo Câmara (PSDB), anunciou a interrupção da sessão por 45 minutos para que todas as emendas fossem apreciadas.
Depois que as emendas foram incorporadas ao projeto original, no primeiro minuto desta quinta, a sessão ordinária foi transformada em extraordinária para a continuação do processo de votação.

Já na apreciação do Projeto de Lei 161/2013, com 13 artigos e três emendas propostas pelo vereador Edvaldo Brito (PTB), não houve obstruções da bancada da oposição. Com o acordo, a apreciação em plenário ocorreu de forma mais rápida.

O vereador Joceval Rodrigues (PPS), líder da bancada do governo, comemorou o resultado da votação. "Será muito importante para a nossa cidade. A reforma tributária não aumentará os impostos para a população e será fundamental para que a cidade melhore significativamente a sua arrecadação", festejou.


Já para o líder do bloco oposicionista, o vereador Gilmar Santiago (PT), apesar da derrota, afirmou que os vereadores da bancada acabaram a votação de cabeça erguida. "Chegamos ao final do debate com a consciência tranquila de que procuramos sempre fazer o debate. Ao contrário do que muita gente falou, não fazemos uma oposição irresponsável. Saímos derrotados, mas de cabeça erguida", afirmou Santiago.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O perdão aos ditadores facínoras



Aos olhos do mundo e dos próprios brasileiros, o governo tentou passar a imagem de magnânimo e solidário ao anunciar o perdão das dívidas de 12 países africanos, no total de US$ 840 milhões.  

O anúncio ocorreu semana passada, na Etiópia, durante a visita da presidente Dilma Rousseff, que tirou foto sorridente com os líderes africanos presentes.

Mas a história verdadeira, soube-se depois. Boa parte dos presidentes dos países ajudados é composta por facínoras que além de estarem milionários (ou bilionários) se notabilizaram por massacrar habitantes de suas próprias nações.

Por exemplo, Denis Sassou Nguesco, presidente do Congo-Brazzaville, é um bilionário com 16 imóveis em Paris, na França. Enquanto isso, 70% da população do país vive com menos de US$ 1 por dia. O patrimônio pessoal de Nguesco é maior do que a dívida perdoada de US$ 352 milhões.

Outro perdoado pelo Brasil, Teodoro Obiang, presidente da Guiné-Equatorial, comprou um tríplex de 2 mil metros quadrados na avenida Vieira Souto, no Rio de Janeiro, avaliado em US$ 10 milhões em 2010. Foi considerada a maior transação imobiliária da história do Rio de Janeiro envolvendo um imóvel particular.  

Ditador da Guiné Equatorial há 34 anos, Obiang ainda possui uma frota de 32 automóveis de altíssimo luxo como Rolls-Royce, Ferrari, Porsche, entre outros. Mesmo assim, matinha o calote na dívida de US$ 12 milhões com o Brasil.

Outro presidente na lista do perdão, o líder do Sudão, Omar al-Bashir, está há 24 anos de poder como um ditador sanguinário. Acumula dois mandados internacionais de prisão e US$ 9 bilhões em paraísos fiscais, segundo um promotor do Tribunal Penal Internacional. Sua dívida perdoada é de US$ 43 milhões – nada a comparada a seu patrimônio.

Mas a mão amiga do Brasil na cabeça dos ditadores africanos não foi de graça. Serve para atender interesses bem específicos. Empresas brasileiras querem atuar nesses países por meio de financiamentos do BNDES. Ocorre que a lei brasileira proíbe benefícios aos países que não tem pagado suas dívidas com o Brasil. O problema seria resolvido com a anistia.

Daí, seria até possível pensar: “tudo bem, estamos ajudando as empresas brasileiras”. Mas, aprofundando-se no assunto, percebe-se mais uma história mal contada: as empresas que querer fazer negócios na África são as mesmas financiadoras de campanha do PT. Fecha-se o ciclo.

Por sorte, o Senado brasileiro, a quem cabe dar a palavra final ao indulto, está atento às tenebrosas transações do governo brasileiro. Ontem, o relator do perdão das dívidas, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), se negou a apresentar seu parecer na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) sobre a questão.

Os senadores querem analisar as dívidas caso a caso. Por enquanto, as mensagens presidenciais que já chegaram beneficiam cinco dos 12 países listados por Dilma: Congo-Kinshasa (US$ 4,7 milhões), Congo-Brazzaville (US$ 352,6 milhões), Zâmbia (US$ 113,4 milhões), Tanzânia (US$ 236,9 milhões) e Costa do Marfim (US$ 1,2 milhão).

O presidente do Democratas, José Agripino Maia, foi um dos que questionou a iniciativa do governo. “A dívida de 350 mil inadimplentes do semiárido do Nordeste, que enfrenta a pior seca dos últimos 50 anos, soma R$ 2,2 bilhões. Mas, ao invés de perdoar, o governo vem renegociando a conta gotas e as dívidas viram bola de neve”, afirmou.


Por trás da boa intenção anunciada, mais uma vez é o governo jogando com a boa-fé das pessoas e tentando se dar bem de maneira não muito republicana. Como se vê, a tentativa do PT é sempre buscar obter dividendos políticos até mesmo em práticas para lá de questionáveis.

Fonte: Assessoria Democratas

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Proposta do governo prevê aumento salarial de até 200% para 4.755 servidores federais



O Ministério do Planejamento elabora uma proposta de medida provisória que vai garantir aumento salarial de até 200% a 4.755 servidores efetivos hoje espalhados por 162 órgãos do Executivo, revela reportagem do Correio Braziliense. Segundo o jornal, a transposição de cargos beneficiará os analistas e técnicos, com formação ou especialidade em contabilidade, que, na prática, integrarão uma nova carreira vinculada à Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O custo anual do reajuste é estimado em R$ 200 milhões em 2014, chegando em R$ R$ 650 milhões em 2015. Com salários entre R$ 3,7 mil e R$10 mil, esses analistas (contadores), de nível superior, passaria a ganhar de R$ 12,5 mil a R$ 17,6 mil, respectivamente, em julho de 2014, de acordo com a proposta, se for considerado recebimento de 80% de uma das gratificações. Ainda segundo o jornal, a remuneração dos técnicos em contabilidade, de nível médio, saltaria do patamar de R$ 2,7 mil e R$ 6 mil para R$ 6,6 mil e R$ 8,9 mil. Essas remunerações, conforme a minuta da MP, são para julho de 2014. Em 2015 e 2016, haveria mais aumentos, entre 23% e 34%.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Mais um vexame no PIB. Culpa de quem?




Depois da inacreditável lambança envolvendo os boatos do fim do programa Bolsa Família e a tentativa de culpar a oposição, o governo esperava com ansiedade a manhã desta quarta-feira.

A expectativa era de que o resultado do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre a ser divulgado pelo IBGE chegasse a 1%. O valor esperado não se apresentava como grande coisa, mas seria algo diferente da maré de notícias ruins na administração.

Mas os números da economia voltaram a decepcionar. Segundo o IBGE, o crescimento do primeiro trimestre foi de apenas 0,6% em comparação com os três meses imediatamente anteriores.

Em um ano, a economia brasileira cresceu apenas 1,2%, o que nos mantém na lanterninha dos países latino-americanos e em desenvolvimento.

O embaraço só não foi maior porque a agropecuária avançou 9,7% no período. Uma ironia e tanto. O agronegócio, além de ser tratado com desconfiança pelo Partido dos Trabalhadores, sofre com a péssima infraestrutura do País.

Devido à falta de ferrovias, carência de hidrovias, rodovias intransitáveis e portos obsoletos, o Brasil talvez nem mesmo consiga exportar toda a safra deste ano, a maior de todos os tempos. Por falta de armazéns, toneladas de grãos serão simplesmente desperdiçados.

Frente ao primeiro trimestre de 2012, a agropecuária avançou fenomenais 17%, devido ao desempenho da safra de produtos como soja (23,3%), milho (9,1%), fumo (5,7%) e arroz (5,1%). O que seria do Brasil se não fosse o empreendedor do campo?

A indústria brasileira segue em sua melancólica decadência na era PT: recuou 0,3%. Já os serviços expandiram-se 0,5%.

Um dado que com certeza preocupa um governo que pensa em popularidade e ganhos eleitorais em primeiro lugar, por sorte, manteve o crescimento: o consumo das famílias. Esse índice se elevou pela 38ª vez consecutiva, apontaram os dados do IBGE, avançando 2,1%.

Na balança comercial, mais um passo para o desastre: as importações cresceram 7,4% e as exportações recuaram 5,7%.

O sonho de todos de ver o Brasil crescer mais de 3% este ano está ameaçado. Os números têm mostrado que o País começou a pagar caro pela inépcia de uma administração de 39 ministérios ficando folclórica pelo bater de cabeças entre os titulares da pasta.

Deve haver um cérebro dentro do governo pensando em como jogar a culpa da alta do PIB na oposição. Cuidado com o twitter, ministra Maria do Rosário!

Fonte: Assessoria Democratas