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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A máquina da propaganda contra a verdade dos fatos



A máquina de propaganda petista, como sempre, continua a apontar para todos os lados atirando disparates, verdades parciais, mitificações e ilusões.

Na última sexta-feira, por exemplo, a presidente Dilma Rousseff fez um pronunciamento no qual afirma que o Brasil está entre os países que mais cresce no mundo.

Usou apenas os dados do segundo trimestre. Faltou dizer que quando se leva em conta os números de um ano inteiro, o Brasil está entre os lanternas de seu continente, a América Latina, no critério desenvolvimento.

Mas a área social é a grande fábrica de mitificações do governo. Tentam, a todo custo, passar a ideia de que o Brasil era um País completamente indigente em 2003, mas com a criação do programa Bolsa Família e outras ações, praticamente superamos a maioria de nossos graves programas sociais. 

Há momentos em que nem vale mais discutir de onde surgiu a ideia de um programa nacional de transferência de renda. Mas, para tirarmos as dúvidas, basta procuramos na internet vídeos em que o ex-presidente Lula agradece ao governador de Goiás, Marconi Perillo, pela ideia de unir todos os programas sociais da era FH em um só, ou outro no qual Lula ataca a concessão de bolsas à população.

O mais importante nessas horas, é ir aos fatos, em geral inimigos da máquina de propaganda petista. A realidade mostra que o Brasil está muito longe de resolver o problema da miséria.

Para começar, com a valorização da moeda americana em 40% e como o critério utilizado para definir a linha de miséria e renda é de US$ 1,15 por dia, o governo teria que admitir que milhões voltaram para miséria (no mínimo 7,2 milhões de pessoas).

Se formos considerar também o IPCA, o número de pessoas que voltou à pobreza chega a 22 milhões.

Mas, então, para sair das rusgas políticas, por que não adotamos um consenso de introduzir como critério de miséria uma combinação de fatores como renda, saneamento, educação, índice de mortalidade infantil, de longevidade entre outros? O problema é que um índice de miséria mais completo iria mostrar uma série de fragilidades das ações governamentais.

Confiram mais alguns números: o censo do IBGE, de 2010, mostrou um Brasil que a renda per capita de 60,7% das famílias brasileiras é inferior a um salário mínimo por mês. O número de famílias nessas condições é de 34,7 milhões. Em 2000, o percentual era de 66%. Houve avanços sim, mas não tão formidáveis quanto se imaginava.

O analfabetismo em idade superior a 15 anos decresceu apenas 0,25 pontos percentuais por ano na última década, caindo de 13,6% para 9,6%. No Nordeste, o índice de pessoas que não sabem ler alcança 17,6%.

O IDHM brasileiro subiu 24,1% nos anos 90, que coincide predominantemente com a gestão do PSDB/DEM, e 18,8% na década, marcada pelo governo Lula.


A média de escolaridade no Brasil: 7,2 anos, é a mais baixa do continente sul-americano, junto com o Suriname.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Para oposição, Dilma admite governar à sombra de Lula



Petistas e aliados concordam que os dois governos são indissociáveis

A oposição reagiu à entrevista em que a presidente Dilma Rousseff, no jornal “Folha de S. Paulo” afirma que não haverá o “Volta Lula” porque ele nunca teria saído. Para os líderes da oposição, Dilma mostrou fragilidade ao admitir que age à sombra de Lula. Em sua página de rede social, o senador e presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG) criticou a “obsessão” de Dilma pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, citado duas vezes na entrevista, e considerou que Dilma anunciou ao país que “o governo não fará nenhum esforço no sentido de diminuir sua estrutura e, com isso, reduzir o seu custeio”
Na entrevista, a presidente negou todas as dificuldades econômicas apontadas inclusive por parlamentares de sua base e pelo próprio Lula, e garantiu que o governo cumprirá a meta de inflação pelo décimo ano consecutivo. E lembrou que Fernando Henrique não cumpriu a meta em três dos quatro anos dele em que a meta vigorou.
Fernando Henrique está em viagem à Europa, segundo sua assessoria, e Lula não quis comentar a entrevista..
PARCERIA É EXALTADA
“Ao insistir em comparar o seu governo com a gestão do ex-presidente, a presidente Dilma zomba da inteligência dos brasileiros ao tratar apenas de números absolutos, ignorando as gigantescas diferenças entre as conjunturas das duas épocas” defendeu Aécio. “O sentimento que fica ao final da entrevista é o de um governo incapaz de novas iniciativas, refém das circunstâncias que o cercam. Enfim, um governo que chegou ao seu final de forma extremamente prematura” acrescentou.
O líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), exaltou a parceria entre Dilma e Lula. Para o petista, no início do governo houve uma tentativa de despregar a imagem do ex-presidente à nova gestão.
- Lula, Dilma e o PT são três seres que não se separam, nem na alegria, nem na dor. O que a presidente disse é a expressão do sentimento que perpassa toda a base do PT. No início do governo, houve uma tentativa de dissociá-la do Lula, como se tudo que ele tivesse feito não servisse e ela fosse a gestora que iria mudar as coisas, mas isso não colou.
O deputado reforçou, no entanto, que associar Lula a Dilma não significa que será indiferente para o partido qual dos dois será o candidato em 2014:
- A Dilma é a candidata do PT, não é o Lula. Ele terá o papel de nosso porta-estandarte, de sair pelo Brasil mostrando nossas realizações.
Para o presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), a declaração de Dilma sobre a indissociabilidade com Lula confirma o que a sociedade brasileira já desconfiava:
- Ela é uma marionete, o poder é exercido, nas sombras, por Lula. Isso é muito ruim, nenhum país consegue ser bem administrado por alguém que está nas sombras. E deu uma demonstração de que o governo dela é guiado pelo fisiologismo. Ela só consegue montar sua base em função de tantos ministérios para distribuir entre os petistas e aliados. É puro clientelismo, não tem nada de interesse público nisso. Tudo o que ela diz é uma demonstração de quão incompetente e inepto é o governo dela.
O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), avaliou que as declarações da presidente são uma tentativa de dividir com Lula e o PT a responsabilidade pelos “acertos e desacertos” de seu governo, em um momento de queda brusca de popularidade.
- Ela colocou claramente que a responsabilidade pelo malogro do governo não é só dela. É uma forma de se associar ao Lula e ao PT para dividir seu insucesso. Ela resolveu adotar um discurso demagógico. Basta olhar o resto do mundo: só países de quinta categoria têm tantos ministérios. Dá para cuidar das minorias sem esses ministérios que, até hoje, não mostraram a que vieram disse – Agripino.
O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), concorda com a presidente quando ela associa seu governo a Lula. Para o deputado, o sucesso e o fracasso de um são estendidos ao outro.
- Realmente, não dá para separar uma coisa da outra, então não existe volta Lula e fica Dilma, não dá para dissociar. A responsabilidade já é comum, não pelos motivos que ela coloca, mas porque, para o eleitor, ela foi escolhida e bancada pelo Lula.
Cunha, que é autor de uma PEC para limitar o número de ministérios, criticou a presidente por ter se posicionado contrária à diminuição de pastas.
- Vamos manter nossa proposta, existe um simbolismo em reduzir, porque você passa para a população que quer cortar gastos. Com menos ministérios, temos menos ministros, menos secretários-executivos e menos pessoas usando avião da FAB.
Os presidenciáveis Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva foram procurados pelo GLOBO e não foram encontrados. A assessoria de Campos não retornou as ligações, e a de Marina informou que, por ser domingo, ela estaria com a família e não iria comentar.

Fonte: O Globo

Agripino comenta queda da popularidade de Dilma Rousseff



“Quando coisas ruins entram na casa do povo, a reação acontece na hora”, disse o líder do Democratas
O presidente nacional do Democratas, José Agripino (RN), disse que a queda de oito pontos percentuais da popularidade da presidente Dilma Rousseff, segundo pesquisa do instituto Datafolha anunciada nesse final de semana, deve-se ao crescimento vertiginoso da inflação no país. Segundo o senador, o povo brasileiro está sentindo na pele a estagnação da economia e o aumento do custo de vida no país. “Quando coisas ruins entram na casa do povo, a reação acontece na hora. Essa é a pesquisa da inflação 6.5”, disse o senador na coluna Painel desta segunda-feira (10) do jornal Folha de S. Paulo.
Essa é a primeira vez que a popularidade da presidente cai desde o início de seu mandato, em janeiro de 2011. A pesquisa mostrou que 57% da população considera bom ou ótimo o governo da petista. O índice era de 65% em março. Já a porcentagem de pessoas que consideram o governo regular subiu de 27% para 33% e o índice daqueles que avaliam a gestão como ruim ou péssima saltou de 7% para 9%. Ainda segundo o estudo do Datafolha, a presidente perdeu popularidade entre homens e mulheres, em todas as regiões do País, em todas as faixas de renda e em todas as faixas etárias.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Propostas fantasmas



Depois dos protestos de junho, os brasileiros têm sido bombardeados com iniciativas esdrúxulas do Palácio do Planalto.

São propostas inexequíveis como a Assembleia Nacional Constituinte para discutir a reforma política, um plebiscito para o mesmo tema, os investimentos urgentes de R$ 50 bilhões na infraestrutura, ou a ideia de enviar médicos recém-formados para trabalhar obrigatoriamente nos rincões do País.

Mas os momentos turbulentos que o País vive apenas explicitaram as propostas sem pé nem cabeça. Na verdade, desde o início tem sido uma marca da gestão PT lançar programas com grande estardalhaço que não irão virar realidade.

Com ajuda da Equipe de Orçamento do Democratas, reportagem da revista Época desta semana tentou rastrear a execução dos programas lançados pelo governo Dilma, constatou que eram apenas miragem no deserto.

Mostrou a reportagem que desde o começo do governo, houve 41 cerimônias de anúncios de grandes planos. Dilma lançou 17 Planos, 15 Programas e 6 Pactos – houve festa até para entrega de ônibus escolares e compra de retroescavadeiras.

Mas os resultados foram minúsculos. Nesses espetáculos, Dilma anunciou investimentos de pelo menos R$ 1,1 trilhão até o fim de seu governo, dos quais R$ 151 bilhões viriam da iniciativa privada.“Se já tivesse cumprido metade do que prometeu e investido incríveis 25% do PIB do país, o Brasil já seria a Dinamarca”, afirmou a reportagem.

A pedido da revista Época, a assessoria do Democratas realizou um levantamento, nas contas do governo, sobre os investimentos do governo Dilma. Do orçamento de 2011, apenas 55% foram gastos. Do orçamento de 2012, apenas 31%. Em 2013, nem 5% dos investimentos autorizados foram gastos – e faltam menos de seis meses para o ano acabar.

Leia a matéria do blog do senador José Agripino: http://migre.me/ftJ60

Mas a situação ainda é mais grave. Boa parte dos grandes anúncios que o governo faz no Palácio do Planalto não tem nem mesmo um correspondente orçamentário para ser acompanhado.

Em outras palavras, o governo lança o programa mas não sabe nem de onde nem como irão sair os recursos. Além disso, não há projetos, projeções ou mesmo equipe para tratar dos planos. Seria o mesmo que uma empresa lançasse uma grande campanha de publicidade para um produto que não existe.

O repórter da revista Época, Murilo Ramos, resolveu bater às portas do Ministério das Cidades para ver como anda a promessa da presidente Dilma de investir R$ 50 bilhões para mobilidade urbana. Avisaram ao jornalista que ainda não contam com os projetos.

Confira no site da revista CBN o relato do repórter sobre seu périplo em busca de informações:  http://migre.me/ftK92.


Mas em um setor do governo não falta recursos nem ideias: o marketing. Desde o começo da gestão Dilma, o governo gastou R$ 382 milhões em publicidade institucional.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Os porquês do desastre




Foram os fatores da maior trapalhada do século no Brasil:

Um governo prepotente e surdo às críticas.

Um governo que se move a partir do marqueteiro de campanha da presidente.

Um governo com 39 ministros, mas todos com menos poder do que o tal marqueteiro.

Um governo que não costuma ouvir nem mesmo os aliados da base de sustentação e isola o vice-presidente da República.

Um governo que se acostumou a fazer propaganda de obras antes que elas se tornem projetos, e nunca as entrega.

Um governo incapaz de perceber que o crescimento econômico obtido se deve tanto a fatores internacionais do que decisões internas; que se acha o único responsável por qualquer caso de sucesso ocorrido no Brasil.

Um governo incapaz de perceber, portanto, que os altos índices de popularidades obtidos possuem razões que fogem de seu controle.

Um governo incapaz de reconhecer que as gestões anteriores também construíram o Brasil.

Um governo que passou a confundir consumo com cidadania.

Um governo que anestesiou certos grupos, denominou-os movimentos sociais, e deixou de lado as demais parcelas organizadas e (desorganizadas) da sociedade.

Um governo com a maior base parlamentar de todos os tempos, mas incapaz de promover reformas no Estado.

Um governo que considera a oposição como inimiga e não como adversária.

Um governo controlado por um partido que jogou fora suas antigas ideias e ainda tem dificuldade de se adaptar às novas.

Um governo que quando defrontado com más-notícias culpa os mensageiros, os meios de comunicação.

Some-se a esse governo:

Uma revolta popular gigantesca e difusa. Contra tudo e todos.

Um país ressentido por tanta propaganda e péssimos serviços públicos.

A volta da inflação a corroer a renda dos mais pobres.

A estagnação do crescimento econômico.


O que faz a presidente desse governo frente a essa situação?

Propõe uma Assembleia Nacional Constituinte por meio de um plebiscito para discutir reforma política levando em conta principalmente o que diz o marqueteiro e um ex-presidente notório por ser antes de tudo um marqueteiro.

Propõe algo complexo e juridicamente controverso sem ouvir nenhum jurista ou especialista a área.

Sempre levando em conta o marketing, propõe essa Assembleia Nacional Constituinte por meio de cadeia de rádio e televisão, com a presença de governadores e prefeitos da capital, convocados a Brasília.

Tenta tirar a responsabilidade de si, jogando as soluções dos problemas para o Congresso.

O que ocorre depois?

A começar pela oposição, uma saraivada de críticas justas sobre a ilegalidade da proposta, os riscos da medida, o populismo do anúncio.  

As críticas se alastram entre os integrantes da base aliada e do próprio governo.

Juristas, analistas, engrossam o coro.

As ruas não se movem para apoiar a proposta, como sonhava o governo.


Resultado:

O governo, talvez pela primeira vez, percebe que errou.

Um recuo vexaminoso que ficará marcado como uma das maiores equívocos da história do Brasil.


A desmoralização definitiva de um governo tão obcecado em se autopromover que se esqueceu do País real. 

Fonte: Imprensa Democratas 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Dez razões para vaiar Dilma Rousseff e o PT




Em uma democracia, pode-se dizer que as vaias às autoridades são quase inevitáveis. Refletem certo descontentamento com o trabalho dos administradores, com os serviços públicos, com a qualidade de vida.

No caso dos eventos esportivos, as vaias podem significar também um protesto bem-humorado da população contra qualquer um que quiser se aproveitar da festa.

E a vaia contra a presidente da República, Dilma Rousseff, no último sábado, em Brasília, na partida entre Brasil e Japão na abertura da Copa das Confederações? Qual foi a razão?  

Cada uma das milhares de pessoas que vaiou a presidente possui suas razões em particular. Porém, motivos é que não faltam para protestar, pacificamente, contra Dilma Rousseff e, sobretudo, o seu partido, o PT.  

Abaixo, apenas uma pequena lista de motivos, entre muitos outros, pelos quais os apupos podem ser justificados:

Primeiro motivo: o governo desprezou por meses os sinais de que a inflação pode estar voltando. O resultado é que apenas a alta de preços do último ano fez 22 milhões de brasileiros voltarem para abaixo da linha da miséria.

Segundo motivo: a promessa era de que não haveria grande quantidade de recursos públicos na construção dos estádios para a Copa. Nada disso ocorreu. Apenas em Brasília foram R$ 1,5 bilhão principalmente de dinheiro do governo do DF na reconstrução do estádio. Sem falar que a maioria das obras de mobilidade urbana não será entregue no prazo correto - se ficarem prontas um dia.


Terceiro motivo: após ter como mote de campanha o discurso agressivo contra as privatizações, o governo não só privatiza, mas também utilizará o dinheiro para obter superávit primário.

Quarto motivo: prometidas para 2010, as principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento mal saíram do lugar no governo Dilma Rousseff. Ações como a transposição do rio São Francisco, a refinaria Abreu e Lima, a ferrovia Transnordestina, e muitas outras, estão melancolicamente paralisadas.

Quinto motivo: o partido de Dilma, o PT, com certeza, merece uma grande vaia ao tentar obsessivamente controlar os meios de comunicações. O objetivo oculto, como se sabe, é não deixar passar as denúncias contra o próprio governo ou mesmo contra seus próprios integrantes, vide o caso dos mensaleiros.

Sexto motivo: o crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro na era Dilma é um vexame internacional. Na América do Sul, ano passado, fomos melhores apenas do que o Paraguai. Este ano iremos superar apenas a Venezuela.

Sétimo motivo: por ter abandonado o modelo macroeconômico que garantiu a estabilidade financeira do Brasil por quase duas décadas. Estamos com baixa taxa de investimento, déficit externo crescente, contas públicas deterioradas, e credibilidade abalada.

Oitavo motivo: por desprezar os verdadeiros responsáveis pela prosperidade no Brasil como os produtores do campo. Por deixar o País pouco competitivo, sem condições de competir tanto no mercado interno quanto externo.

Nono motivo: por, na verdade, nunca ter feito um combate sério contra corrupção e ter recebido de volta praticamente todos os demitidos na ilusória faxina ética de 2011.

Décimo motivo: por ignorar solenemente os principais problemas e tentar culpar a oposição pelo clima de insatisfação que cresce no Brasil.


Fonte: Assessoria Democratas

quarta-feira, 12 de junho de 2013

PAC: muito glacê para pouco bolo




A ideia, sem dúvida, foi genial: uma ação de governo que se aproveitasse do resultado de todos os agentes econômicos do País.

Empreendimentos privados, ações públicas, pedidos de financiamentos, planos para o futuro, projetos mirabolantes que nunca sairão do papel. Tudo isso seria encampado sob uma única marca, um único slogan. E o governo ganharia sozinho.

Nascia assim, em 2007, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Agora atende pelo nome de PAC 2, apesar de o PAC 1 ter se mexido menos do que se divulgou.

Apenas devido ao artifício de colocar todo o Brasil sob um mesmo guarda-chuva que o governo pôde fazer como na última segunda-feira. Chamou a imprensa e anunciou que a quantidade de investimentos do PAC 2, de 2011 até agora, é de R$ 557,4 bilhões.

Mas o que está por trás desse resultado de fato impressionante do PAC?  

Para começar, R$113,9 bilhões foram de ações de entes privados. Empresários que acreditam no País apesar da alta carga-tributária, das estradas em péssimas condições da falta de ambiente competitivo para investir.

Outros R$ 178 bilhões correspondem a financiamentos habitacionais, dinheiro que deverá ser pago de volta pela a população.

Já R$ 152,2 bilhões são de investimentos de empresas estatais, que salvam o PAC de um vexame maior.

A assessoria de orçamento do Democratas fez uma consulta junto ao Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI) para saber qual é, finalmente, o papel do Tesouro no PAC 2.

Resultado: o valor corresponde a R$ 50,6 bilhões, 9,1% do número total anunciado na segunda-feira pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior.

Pode se concluir que o PAC bem menor do que o governo diz que é.

E esse valor de cinquenta bilhões ainda revela má-gerência orçamentária, pois equivale a somente 32,8% dos R$ 154,3 bilhões reservados para o PAC nos orçamentos de 2011 a 2013.

Para chegar ao montante de R$ 50 bilhões, o governo ainda se aproveita de R$ 994 milhões de restos a pagar de anos anteriores a 2010, que oficialmente pertencem apenas ao PAC 1. Mas o que são 1 bilhão quando se aproveitam indevidamente de muito mais de cem bilhões?

No fim das contas, sobra muito pouco para os 39 ministérios de Dilma Rousseff investirem em algum lugar. O que diz o SIAFI:

·        O Ministério da Ciência e Tecnologia só investiu 17,5% do que se previa de 2011 até agora.
·        O Ministério do Trabalho, 35,6%;
·        O Ministério do Desenvolvimento Agrário, 13,8%;
·        O Ministério das Cidades, 36,6%;
·        O Ministério da Integração Nacional, 22%.

Já o suposto grande número de obras concluídas (54,9%), deixa de lado as principais ações do PAC como a Transposição do rio São Francisco, as ferrovias Transnordestina e Norte-Sul, a refinaria Abreu e Lima, entre outras, que estão sem prazo para terminar, apesar de previstas para 2010. 

Por essas e outras, desde que a presidente Dilma Rousseff assumiu, o Brasil foi o País que mais retrocedeu no ranking de competitividade do World Competitiveness Yearbook (IMD): 13 posições desde 2010. Atualmente, o País ocupa a 51ª posição em sessenta países. A impossibilidade de exportar a superssafra obtida este ano é uma evidência lamentável do gargalo competitivo.

A verdade é que ao lado de maquiagens orçamentárias e divulgações pirotécnicas do PAC, convivemos com grandes obras paradas e atrasadas em todas as regiões do Brasil. O que funciona no PAC, não é o PAC do governo.

Como afirmou o presidente do Democratas, José Agripino: “Apesar do esforço em mostrar um País em movimento, o governo do PT é apenas bom de promessa, e propaganda, mas ruim de entregar obras prontas”.

Fonte: Imprensa Democratas  

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O perdão aos ditadores facínoras



Aos olhos do mundo e dos próprios brasileiros, o governo tentou passar a imagem de magnânimo e solidário ao anunciar o perdão das dívidas de 12 países africanos, no total de US$ 840 milhões.  

O anúncio ocorreu semana passada, na Etiópia, durante a visita da presidente Dilma Rousseff, que tirou foto sorridente com os líderes africanos presentes.

Mas a história verdadeira, soube-se depois. Boa parte dos presidentes dos países ajudados é composta por facínoras que além de estarem milionários (ou bilionários) se notabilizaram por massacrar habitantes de suas próprias nações.

Por exemplo, Denis Sassou Nguesco, presidente do Congo-Brazzaville, é um bilionário com 16 imóveis em Paris, na França. Enquanto isso, 70% da população do país vive com menos de US$ 1 por dia. O patrimônio pessoal de Nguesco é maior do que a dívida perdoada de US$ 352 milhões.

Outro perdoado pelo Brasil, Teodoro Obiang, presidente da Guiné-Equatorial, comprou um tríplex de 2 mil metros quadrados na avenida Vieira Souto, no Rio de Janeiro, avaliado em US$ 10 milhões em 2010. Foi considerada a maior transação imobiliária da história do Rio de Janeiro envolvendo um imóvel particular.  

Ditador da Guiné Equatorial há 34 anos, Obiang ainda possui uma frota de 32 automóveis de altíssimo luxo como Rolls-Royce, Ferrari, Porsche, entre outros. Mesmo assim, matinha o calote na dívida de US$ 12 milhões com o Brasil.

Outro presidente na lista do perdão, o líder do Sudão, Omar al-Bashir, está há 24 anos de poder como um ditador sanguinário. Acumula dois mandados internacionais de prisão e US$ 9 bilhões em paraísos fiscais, segundo um promotor do Tribunal Penal Internacional. Sua dívida perdoada é de US$ 43 milhões – nada a comparada a seu patrimônio.

Mas a mão amiga do Brasil na cabeça dos ditadores africanos não foi de graça. Serve para atender interesses bem específicos. Empresas brasileiras querem atuar nesses países por meio de financiamentos do BNDES. Ocorre que a lei brasileira proíbe benefícios aos países que não tem pagado suas dívidas com o Brasil. O problema seria resolvido com a anistia.

Daí, seria até possível pensar: “tudo bem, estamos ajudando as empresas brasileiras”. Mas, aprofundando-se no assunto, percebe-se mais uma história mal contada: as empresas que querer fazer negócios na África são as mesmas financiadoras de campanha do PT. Fecha-se o ciclo.

Por sorte, o Senado brasileiro, a quem cabe dar a palavra final ao indulto, está atento às tenebrosas transações do governo brasileiro. Ontem, o relator do perdão das dívidas, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), se negou a apresentar seu parecer na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) sobre a questão.

Os senadores querem analisar as dívidas caso a caso. Por enquanto, as mensagens presidenciais que já chegaram beneficiam cinco dos 12 países listados por Dilma: Congo-Kinshasa (US$ 4,7 milhões), Congo-Brazzaville (US$ 352,6 milhões), Zâmbia (US$ 113,4 milhões), Tanzânia (US$ 236,9 milhões) e Costa do Marfim (US$ 1,2 milhão).

O presidente do Democratas, José Agripino Maia, foi um dos que questionou a iniciativa do governo. “A dívida de 350 mil inadimplentes do semiárido do Nordeste, que enfrenta a pior seca dos últimos 50 anos, soma R$ 2,2 bilhões. Mas, ao invés de perdoar, o governo vem renegociando a conta gotas e as dívidas viram bola de neve”, afirmou.


Por trás da boa intenção anunciada, mais uma vez é o governo jogando com a boa-fé das pessoas e tentando se dar bem de maneira não muito republicana. Como se vê, a tentativa do PT é sempre buscar obter dividendos políticos até mesmo em práticas para lá de questionáveis.

Fonte: Assessoria Democratas