sexta-feira, 1 de julho de 2011

Você lembra que Wagner era contra pedágios?


Quando o PT assumiu o governo da Bahia pela primeira vez (2007), existia apenas uma praça de pedágio no estado. Quando o governo anterior anunciou a construção da praça, o então deputado federal Jaques Wagner fez um discurso na Câmara (10 de maio de 2001) com duras críticas à decisão. “A concessão para a iniciativa privada da Estrada do Coco, que para Camaçari é uma via interna, tem causado inúmeros transtornos à população e serve como um alerta à sociedade brasileira sobre os riscos e os custos da transferência, para a iniciativa privada, da administração de rodovias”, disse Wagner, no início de seu pronunciamento.

Mais à frente, o então deputado federal pediu a isenção da tarifa para todos os moradores de Camaçari. “Dado o interesse que o caso tem para a comunidade e dada a magnitude do conflito, é importante que os principais pontos polêmicos sejam levados ao conhecimento de todos. Em primeiro lugar, é imprescindível a isenção da taxa para todos os moradores de Camaçari, uma vez que a praça de pedágio divide ao meio o município, criando uma situação absurda para os cidadãos. Ninguém pode considerar razoável que se pague pedágio para comprar pão, ir à missa ou à escola dentro da própria cidade”, disse Wagner.

Dez anos depois, o governador mudou de opinião e, incentivado pelo prefeito Luiz Caetano, resolveu instalar mais 12 pedágios em nosso estado. Somente no sistema da BA-093, são cinco novas praças. É importante ressaltar que este sistema faz a ligação entre os principais pólos industriais do estado.“A população de Camaçari votou no PT porque acreditava nesse discurso do governador, que era o mesmo do prefeito Caetano e da hoje deputada Luiza Maia. Tudo isso caiu por terra agora. Esse pessoal era contra os pedágios só no gogó, no discurso. Na prática, a realidade é outra. Ninguém hoje acredita, por exemplo, quando a deputada Luiza Maia diz que é contra os pedágios. Eles todos estão de acordo”, afirmou a vice-prefeita de Camaçari, Teresa Goffoni (PSDB).

Fonte: Camaçari Urgente

FHC afaga Dilma e diz que 'não vale a pena destruir um ao outro


Carta enviada por Dilma ao ex-presidente foi usada na homenagem organizada para o tucano em Brasília.

Motivo de polêmica entre petistas e de comemoração entre tucanos, a carta enviada pela presidenta Dilma Rousseff ao tucano Fernando Henrique Cardoso por seu aniversário de 80 anos foi usada pelo PSDB na homenagem ao ex-presidente realizada nesta quinta-feira. Na plateia da festa em Brasília, representantes do PSDB, membros da oposição e da base aliada, alguns petistas e até mesmo ministros viram a atriz Fernanda Montenegro, mestre de cerimônias do evento, ler trechos da carta enviada ao tucano.

O próprio Fernando Henrique apoiou-se na mensagem ao fazer um discurso pregando a conciliação com a presidenta. "Fiquei muito feliz com a carta que a presidente me mandou. Eu senti nesse gesto não um gesto político, mas o gesto em dizer 'olha, somos brasileiros, em alguns pontos nós temos que nos entender. Não vale a pena um só destruir o outro'."

FHC disse que, quando esteve no governo, sempre dialogou com a oposição e reiterou: “O gesto abre espaço para um debate mais respeitoso”.

A carta enviada por Dilma faz uma série de elogios ao ex-presidente, descrito no documento como um "acadêmico inovador" e "político habilidoso". "Fernando Henrique foi primeiro presidente eleito desde Juscelino Kubitschek a dar posse a um sucessor oposicionista igualmente eleito", diz um trecho da carta, lido durante a festa do PSDB.

Em seu discurso, Fernando Henrique também alternou declarações emocionadas e brincadeiras. O ex-presidente afirmou que hoje sente-se mais revigorado do que quando de fato era jovem. “Eu quando jovem era muito mais velho do que sou hoje. Me fechava nos livros e era desajeitado nos esportes”, disse o tucano.


“Esses 80 anos são uma invenção do PT. É intriga da oposição


O ex-presidente também fez piada com o fato de ter completado 80 anos. "Esses 80 anos são uma invenção do PT. É intriga da oposição", riu o ex-presidente. "Fico ouvindo tantos elogios estou com uma sensação um pouco estranha de ser um morto-vivo. Eu já morri?"

Plateia

Marcada originalmente para as 9 horas, a homenagem a FHC teve início com cerca de uma hora de atraso. Entre os presentes, destacavam-se nomes como o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), além do presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS).

A lista de participantes inclui ainda presidentes do PV, José Luiz Penna, e do PMDB, Valdir Raupp, além dos principais líderes da oposição. Na abertura da festa, foi exibido um filme de 12 minutos, no qual o próprio ex-presidente fez um relato sobre sua trajetória e sua família.

O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), descreveu o ex-presidente como figura atuante em todas as articulações comandadas pelo partido. “Fernando Henrique nos dá diariamente orientações sobre o que fazer. Ele faz a melhor crítica e apresenta a melhor proposta”, elogiou. “O PSDB reencontra-se, reincorpora e se reúne em torno de FHC”, emendou.

Fonte: IG Último Segundo


Oposição quer convocar Pimentel a explicar fusão do Pão de Açúcar


O líder do DEM na Câmara, deputado ACM Neto (BA), protocolou requerimento na Comissão de Defesa do Consumidor para convocar o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, a esclarecer na Casa a participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na operação da possível fusão entre as redes atacadistas Pão de Açúcar e Carrefour.

No requerimento, ACM Neto argumenta que “toda a população brasileira” deve ser “penalizada” com a injeção de recursos do BNDES na operação privada e solicita a presença de Pimentel para explicar os motivos que levaram o banco a adotar tal decisão.

“Julgamos conveniente ouvir o ministro a respeito da operação mais recentemente anunciada e de outras ocorridas no passado recente. Teríamos também a oportunidade de questionar Fernando Pimentel acerca do papel que deve desempenhar o BNDES em nossa economia, bem como dos critérios adotados pela instituição para contemplar as empresas com seu apoio financeiro”, justificou ACM Neto.

O grupo francês Carrefour anunciou nesta terça (28) ter recebido uma proposta de fusão de ativos no Brasil com os da Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), holding que detém as lojas do Pão de Açúcar, Compre Bem e Extra. Segundo a nota do Carrefour, a proposta foi apresentada na segunda (27) pela empresa brasileira Gama, que pertence ao fundo BTG Pactual, do investidor André Esteves, com o apoio financeiro de R$ 4 bilhões do BNDES.

Na mesma comissão, ACM também protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e o professor do Departamento de Economia da PUC-RJ, Rogério L. Furquim Werneck, sobre a fusão.

“Julgamos apropriado convidar pessoas altamente preparadas e capacitadas para esclarecer as várias dúvidas que recaem sobre essas operações que contam com o apoio financeiro governamental”, argumentou o líder do DEM no pedido.

O líder do DEM ainda apresentou pedido de informação ao Ministério do Desenvolvimento para obter mais detalhes das operações.

Fonte: G1