quarta-feira, 10 de março de 2010

Educação: Fiquem atentos eles querem nos enganar.



É certo que a educação é o alicerce de qualquer nação que almeje ser grande, contudo com o Brasil parece ser diferente. A educação continua não sendo levada a serio. Em todos os ramos da gestão pública observamos a falta de ações e projetos para que a educação no Brasil seja aprimorada. Os poucos investimentos voltados à educação continuam sendo realizados sem nexo nem ordem.


No que se referem ao governo federal, os paliativos criados acabam gerando uma educação de má qualidade e uma grande proliferação de faculdades com nenhuma preocupação com a qualidade do ensino e sim, só apenas com o retorno dos investimentos realizados.


Quando falo em paliativos, me refiro aos programas do governo federal que ajudam os jovens a ingressarem no ensino superior, como: Prouni, Fies, Enem. Gostaria de salientar que sou a favor desses programas, que visão minimizar o déficit educacional no Brasil, como também pela certeza que as faculdades públicas, sejam elas federais ou estaduais não atendem a demanda que o estado necessita. O grande problema é que a base continua sendo deixada de lado, não se tem bons frutos com raízes fracas.


O Ministério da Educação (MEC) reprovou 36,3% dos 4.819 cursos de ensino superior avaliados no Enade, o exame nacional de desempenho dos estudantes realizado no ano passado. Ao todo, 1.752 cursos das 30 áreas submetidas ao Enade tiraram as notas 1 e 2, as mais baixas da avaliação. Somente 6% dos cursos receberam a nota 5, a maior do Enade. Enquanto 23,26% das públicas tiraram desempenho muito bom ou excelente (notas 4 e 5), somente 6,8% das privadas conseguiram o mesmo resultado.


Veja agora como o nosso governo investe na educação de base do Brasil:


INVESTIMENTO DIRETO EM EDUCAÇÃO BÁSICA (% DO PIB)
Educação infantil 0,4%
Ensino Fundamental I 1,5%
Ensino Fundamental II 1,4%
Ensino Médio 0,6%
Total da educação básica 3,9%

Os números acima ilustram meu descontentamento com os investimentos voltados a educação de base. Com investimentos como esses como podemos usar a educação como principal e talvez único meio de mudança, e dissolvimento das diferenças tão impregnada na sociedade brasileira.


Caro leitor, você sabe por que a maioria dos alunos do nível superior em faculdades publica são da classe média? Porque esses tiveram um ensino base de qualidade, enquanto a maioria da população tem que se virar com os 3,9% do PIB voltados à educação básica no país.


É um fato que os investimentos voltados à educação são feitos de forma fracamente eleitoreira, como dizia Anísio Teixeira. Só se investe no ensino superior, pois lá estão os votos. Essa é a minha triste conclusão.


Ministério da Educação: http://portal.mec.gov.br/index.php
Todos pela educação: http://www.todospelaeducacao.org.br/Numeros.aspx?action=1

terça-feira, 2 de março de 2010

Grito de Alerta



Meus caros leitores, mais uma vez nós seremos protagonistas do futuro da política brasileira, as eleições se aproximam e com ela a oportunidade de fazermos uma mudança no cenário político nacional. Não vamos mais uma vez perder essa oportunidade, pois no final somos nós que fazemos a diferença.


É necessário que haja um maior envolvimento sobre os assuntos pertinentes a nossa coletividade, e a política é um dos alicerces principais da mudança que tanto almejamos.


Os discursos são importantes, os debates também, porém os projetos são mais importantes ainda. A nossa sociedade necessita de estadistas, de pessoas que pensem nas próximas gerações e trabalhem para oferecer a mesma um futuro com maiores possibilidades e dignidade.


Minha intenção não é indicar esse ou aquele candidato, mas sim despertar em você o interesse político, e fazê-lo perceber que a política está inserida em nosso dia-dia. Seja na saúde, educação, segurança, habitação, alimentação, entre outros fatores tudo envolve a política e o candidato que você escolheu.


A nossa jovem Democracia necessita da sua participação para chegar à fase adulta, e essa fase só será alcançada quando a população do nosso país em sua maioria souber usar de forma coerente as ferramentas que o sistema democrático oferece e que tanto lutamos para conquistar.


Como dizia o filósofo francês Joseph De Maistre (1753-1821) crítico da revolução francesa, inimigos das republicas e defensor das monarquias e do papa durante anos. “Cada povo tem o governo que merece.” A expressão não crítica os maus governos, mas sim aos responsáveis pela eleição de seus representantes.


Portanto, aos eleitores eu peço sabedoria e serenidade na escolha dos seus candidatos, pois os mesmos estarão escolhendo seus representantes. Aos candidatos peço que pensem nas próximas gerações e não nas próximas eleições. Ou seja, a mudança que tanto almejamos está em nossas mãos.


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Um abismo chamado CRACK



Crack é uma droga feita a partir da mistura de cocaína com bicarbonato de sódio geralmente fumada. Chega ao sistema nervoso central em dez segundos, devido ao fato de a área de absorção pulmonar ser grande. Em relação ao seu preço, é uma droga barata.


O usuário de crack se torna completamente viciado na droga em pouco tempo. Normalmente o dependente, após algum tempo de uso da droga, continua a consumi-la apenas para fugir do desconforto da síndrome de abstinência, depressão, ansiedade e agressividade, comum a outras drogas estimulantes.


Hoje o crack é um serio problema social, de segurança e saúde pública. O uso dessa droga se transformou em uma verdadeira epidemia, destruindo famílias e o futuro de milhares de crianças, jovens e adolescentes em nosso estado.


Na capital baiana a história se repete, é notória a evolução do crack em toda a cidade, desde os bairros mais populares aos nobres o crack se faz presente. Não é de agora que esse problema existe, contudo nunca presenciamos cenas tão alarmantes como observamos neste momento, os usuários estão em todos os lugares e não é difícil você ver os mesmos circulando pelas ruas de Salvador.


Em matéria publicada no A tarde Online, dia 05/09/08, destaca os jovens usuários de crack que roubam no Pelourinho. Sete em cada dez furtos praticados na região do Pelourinho são cometidos por meninos entre 12 e 17 anos, que passam dia e noite usando pedras de crack na chamada Cracolândia, no Centro Histórico. Todos os dias, pelo menos um turista desatento chega queixando-se de ter tido uma corrente, relógio ou máquina fotográfica furtada por crianças e adolescentes.


Contudo o que nossas autoridades fizeram nesse período? Nada, não só o Pelourinho como todo estado foi abandonado e não levaram a serio esse problema que vem gerando transtorno a toda sociedade.


Dos 1.577 assassinatos e latrocínios que ocorreram na Bahia no ano passado, 85% foram provocados pelo tráfico de drogas, tendo o crack como a locomotiva, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado.


É fato que o governo Jaques Wagner não tem foco na administração do nosso estado e a segurança pública foi deixada de lado, abrindo brechas para o crescimento epidêmico do Crack.


A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos com apoio do Ministério da Justiça pretende lançar na sexta-feira, o Plano Operativo Tripartite do Programa Federal “Ações Integradas da Prevenção ao Uso de Drogas e Violência”. Agora vamos observar como essas “ações” serão realizadas e se surtiram efeitos.


É com total convicção que digo: O problema do crescimento do uso das drogas em especifico o crack, se da pela falta de investimento na educação de base deixando nossas crianças e jovens em verdadeiro estado de ócio e sem perspectiva para um futuro com o mínimo de dignidade.


Terminarei esse texto apresentando ao nobre governador do estado Jaques Wagner, o pensamento de um filósofo, matemático e astrônomo. “Educai as crianças e não será preciso castigar os homens”. Pitágoras